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O presidente do PSD/Açores alertou para as “consequências nefastas” do novo regime de financiamento das instituições particulares de solidariedade social, “quer ao nível da prestação de cuidados sociais, quer no próprio mercado de emprego, uma vez que algumas instituições poderão ser forçadas a reduzir os seus quadros de pessoal”.
 
Duarte Freitas, que falava à comunicação social no final de uma visita à Santa Casa da Misericórdia da Horta, deu o exemplo, precisamente, desta instituição: “A Santa Casa da Misericórdia da Horta tem um papel muito relevante uma vez que é um dos principais empregadores da ilha do Faial, mas vai ter uma redução do financiamento público em cerca de 500 mil euros”.
 
“Num momento de grande crise económica e social e num momento em que deviam estar a ser dados mais instrumentos a estas instituições, o que registamos é que os apoios públicos vão ser reduzidos”, lamentou Duarte Freitas.
 
O presidente do PSD/Açores considera, por isso, que “a redução dos apoios às instituições particulares de solidariedade social vai, em primeiro lugar, provocar enormes dificuldades na resposta aos utentes”, mas alerta para uma outra dificuldade: “muitas instituições admitem vir a reduzir os quadros de pessoal. Ou seja, a redução de financiamento concretizada pelo governo regional socialista vai acabar por ter também um impacto negativo no emprego”.
 
Duarte Freitas recordou que o PSD/Açores “sempre se manifestou contra o novo modelo de financiamento proposto pelo governo regional precisamente por entender que esse novo modelo se destina a reduzir verbas e não a melhorar os cuidados que são prestados aos açorianos”.
 
Para o presidente dos sociais democratas açorianos, “o novo modelo não é o mais adequado porque não foi elaborado tendo em conta as especificidades que cada resposta social exige nem as especificidades de cada instituição”.
DL/PSD-A
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