No próximo dia 13 de junho e pela primeira vez na ilha de São Miguel, a Matriz de Lagoa, vai ser pioneira na realização de um casamento de Santo António, o santo casamenteiro.

Seguindo assim a tradição lisboeta, os noivos, Marlene Soares e João Frias, ambos de 25 anos, irão casar no Dia de Santo António, na Igreja do Convento dos Franciscanos, em Santa Cruz, Lagoa.

Decidiram optar por esse casamento original, principalmente por terem a vantagem de ser financiado praticamente na totalidade, numa parceria entre a Junta de Freguesia de Santa Cruz e a sua Paróquia.

Este casal foi selecionado em toda a ouvidoria da Lagoa, da Ribeira Chã até ao Livramento, sendo que por vários motivos os outros três casais que haviam sido selecionados, desistiram.
Assim sendo, com os diversos patrocínios e o apoio da junta de freguesia e da Paróquia, o principal objetivo é fazer com que este casal tenham um dia de sonho.

Para o Padre Nuno Maiato, Santo António também é um santo casamenteiro e patrono dos namorados e noivos nos Açores e como tal, faz todo o sentido a organização deste matrimónio.

“O principal objetivo passa por dar uma oportunidade àqueles casais que dizem que não casam pela Igreja porque não têm dinheiro”, referiu o Pe. Nuno Maiato. Desse modo, financeiramente, é uma grande ajuda, pois apenas o vestido da noiva e o fato ficam ao encargo do casal.

Atualmente, os casamentos cristãos são cada vez menos e este incentivo passa também pela valorização do casamento e do matrimónio, nomeadamente para quem quer construir uma família.

“Somos cada vez menos e isso é triste porque a Igreja quer propor a religião a todos, este bem maior não é partilhado com os outros”, explica o pároco da freguesia de Santa Cruz.

O facto de alguns casais terem desistido do casamento, demonstra que por vezes a novidade e o desconhecido assustam, mas também por acharem que o casamento deve ser um momento privado e a maioria das pessoas não estão preparadas para um ato comunitário e público.

Como já foi referido, os patrocinadores irão contribuir para a celebração do casamento, de uma forma parcial ou na totalidade, nomeadamente: cabeleireiro, fotografo, boda, custo do casamento civil e na Igreja, alianças, mas dentro dos limites apresentados, dando assim a possibilidade do casal usufruir de uma união digna e bonita, mas sem exageros.

Para a noiva Marlene Soares, fazia todo o sentido querer participar, até porque o casal sempre se sentiu muito próximo de Santo António, participando em criança nas marchas da festa desse padroeiro.

“É uma oportunidade única, pensámos que não iríamos ser selecionados e que haveria muita gente a querer participar, nomeadamente por haver casais mais necessitados do que nós”, explicou a noiva ao Jornal Diário da Lagoa.

Marlene Soares considera-se uma sortuda e está plenamente satisfeita com toda a organização do evento, salientando que tanto a junta de freguesia de Santa Cruz, como a paróquia e os patrocinadores, estão a trabalhar em conjunto para proporcionar um casamento inesquecível.

Para a noiva, que vive na freguesia do Rosário e o noivo na Atalhada, ser o primeiro casal de noivos de Santo António a casar na ilha de São Miguel, significa que vai ser um momento que vai ficar para a História.

DL/AS

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