O empresário Pedro Rodrigues foi eleito, recentemente, o novo presidente do NELAG – Núcleo de Empresário da Lagoa, que elegeu como missão a responsabilidade no trabalho da instituição que defende os interesses dos empresários lagoenses.

Na Assembleia Geral, que decorreu a 25 de julho passado, a única lista a votos, para o triénio 2017/ 2020, foi eleita por unanimidade.

Em entrevista ao Jornal Diário da Lagoa, o presidente do NELAG adiantou que os próximos três anos serão caraterizados por uma nova imagem, passando por um período diferente, numa perspetiva mais global, ao contrário do que tem sido os últimos anos. “A Lagoa tem muito para oferecer dada a sua centralidade”.

Segundo Pedro Rodrigues, com um grupo de empresários forte, é possível oferecer condições para a implementação de novas empresas na Lagoa.

O presidente do NELAG admite que a conjuntura atual é mais favorável do que há alguns anos, “há agora mais interesses e vontade de criar novas empresas e o núcleo de empresários será muito mais abrangente e terá outras vertentes”.

Pedro Rodrigues volta a destacar uma posição já assumida pelo NELAG, da necessidade da criação de novas unidades hoteleiras no concelho, mas defende que estas deverão ser unidades de pequena e/ou média dimensão, sendo que estas estarão mais de acordo com a realidade lagoense. “A época do betão já passou, há que ter uma nova perspetiva, sendo esta a realidade da Lagoa, de uma oferta de qualidade e não de quantidade”.

Existem espaços com grande potencial, a zona do Tecnoparque, ou até mesmo a Lagoa de Baixo, sendo exemplos de zonas que potenciarão esse crescimento, diz o presidente do NELAG.

Nesta entrevista, Pedro Rodrigues realçou outro dos objetivos desta direção, sendo algo que já vem da direção anterior, nomeadamente a potenciação da mobilidade interna, algo que não será fácil, até porque o concelho está muto disperso e isso seria bom para o seu dinamismo. O empresário acredita que, de futuro, com uma série de parcerias, será possível criar outro dinamismo para a Lagoa.

Por outro lado, outra preocupação desta direção, em termos de economia local, tem a ver com o ajuste direto que é feito pelas entidades públicas locais, o qual, no seu entender, não deveria ser. “Quem deveria fazer as obras deveriam ser os privados porque são estes que geram economia. Quando a Câmara ou uma Junta de Freguesia faz trabalho por ajuste direto, não concordamos. Se não existe dinheiro para um concurso publico é preferível que não se faça”.

Segundo este, só assim a economia mantém o seu curso normal e é um ciclo que se executa de forma perfeita. Uma luta que entende que não será difícil até porque existe essa preocupação entre o público e o privado.

O NELAG é sócio maioritário das “Portas da Lagoa”, que tem a seu cargo a zona do Tecnoparque, uma responsabilidade muito grande mas que Pedro Rodrigues vê como benéfica, sendo que o NELAG tem um papel importante e uma palavra a dizer em tudo o que nesta zona será feito, dando esta responsabilidade outros argumentos que possam projetar  para uma economia muito mais forte e aguerrida, sendo aquilo que se pretende para o futuro da Lagoa.

Segundo Pedro Rodrigues, o NELAG vai continuar a criar incentivos à economia local, dando continuidade ao Dia das Montras, ao Dia dos Namorados, e serão criados novos projetos.

Estas serão algumas das intenções que serão defendidas por esta nova direção que tem como lema de ação: “Nelag com responsabilidade”.

A nova direção tem como vice-presidente Luciano Melo e tesoureiro Ferdinando Silva. Os vogais são Paulo Santos, Tiago Silva e os suplentes Mário Bilhete e João Frazão.

A Assembleia Geral é presidida por Ricardo Martins Mota, tendo como secretária  Andreia Xavier e vogal José Arruda.

O Conselho Fiscal tem como presidente Bruno Moniz, o secretário André Almeida e a vogal Eleonora Arruda.

DL

Share