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Desgraças que há na terra
Perdeu seus Pais na guerra
Este pobre rapazinho
Neste mundo ao desdém
Sem ter amor de ninguém
No mundo ficou sozinho.

Andava sempre escondido
Além de viver perdido
Na angustia e sem amor
Comia o que encontrava
Entre o frio e a saraiva
Chorando de angústia e dor.

O Povo abandonou o lugar
Para se poder abrigar
Das balas e bombas reais
Enquanto que a pobre criança
Ficou a traz na esperança
De poder encontrar os pais.

Sem ter ali um ombro amigo
Por entre os escombros e sem abrigo
Sua alma não se conforta
Mas acabou por acontecer
Encontrou seu pai a morrer
Sua mãe já estava morta.

O menino de joelhos cai
Abraçando o velho pai
Sem saber o que fazer
O pai o estendeu a mão
E lhe deu sua bênção
Mas acabou por morrer.

Com uma pau que encontrou
Uma sepultura escavou
E ali sepultou seus pais
Para as montanhas se dirigia
Entre lágrimas e dor que sentia
Caso que nunca esqueceu jamais.

Dias e noites caminhava
Pelas montanhas chorava
Essa pobre criancinha
Mas foi um anjo que o guiou
Que a pobre criança encontrou
No mato uma velha casinha.

Naquela casinha entrou
E de pronto procurou
Alguma coisa para comer
Arroz cru encontrou
Seu estômago saciou
E dormiu até ao amanhecer.

De manhã quando acordou
Saindo há porta e olhou
Algo escrito com firmeza
Palavras com muito valor
Dizendo a falta de amor
É sempre a maior pobreza.

Enquanto para as letras olhava
Uns braços o abraçava
Madre Teresa de Calcutá
Nos seus braços o abraçando
Ao mesmo tempo perguntando
Quem te trouxe para cá.

Meus pais morreram na guerra
E eu saiu da minha terra
Pelas montanhas caminhei
Eu caminhei ao destino
Diz o pobre pequenino
Essa casinha encontrei.

A madre sorri e o beijou
Logo pela mão o tomou
Para o acampamento o levava
Ali estavam milhares abraçados
No campo de refugiados
Que Madre Teresa cuidava.

A Madre ali o agasalhou
E com amor dele cuidou
Com tal carinho que nos encanta
A milhares cuidou com amor
Por isso Deus nosso Senhor
Deu-lhe a Coroa de Santa.

A guerra só nos traz magoa
Tira nos o pão e a água
Morrem famílias que tristeza
Madre obrigado por teus laços
Que Deus tenha em seus braços
A coroa de Madre Teresa.

Autoria: João Silvério Sousa  | Direitos reservados pelo Autor

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