A Diretora Regional da Energia afirmou esta sexta-feira, dia 21 de abril, que o posicionamento dos Açores como Smart Island deve ser, cada vez mais, potenciado através de parcerias internacionais, fazendo do arquipélago um palco privilegiado do desenvolvimento sustentável.

Andreia Carreiro falava no Smart Island World Congress que decorre desde ontem em Maiorca, no âmbito duma sessão dedicada à forma como as ilhas e os arquipélagos devem explorar um futuro baseado na energia, planeamento urbano e no desenvolvimento económico e social.

“Devido às suas características intrínsecas, as ilhas tornaram-se nos últimos anos laboratórios vivos (living labs) de destaque para as iniciativas voltadas para o futuro, em termos de construção de sistemas energéticos autossuficientes e eficientes”, referiu a Diretora Regional.

Andreia Carreiro destacou na sua intervenção que a política energética que o Governo Regional defende vai no sentido de estimular a produção a partir de recursos endógenos e renováveis, combinados com mecanismos de armazenamento, para permitir a sua representatividade no diagrama de produção de eletricidade.

Segundo o executivo regional, “já para 2017, espera-se que a produção de energia elétrica a partir de recursos endógenos e renováveis atinja, aproximadamente, 37% das necessidades do consumo de eletricidade nos Açores”.

No congresso, a eficiência energética, a mobilidade elétrica e a geotermia foram os exemplos evidenciados no caso concreto dos Açores, como prioridades na atuação política do Governo Regional.

Quanto à geotermia, Andreia Carreiro ressalvou que esta é uma fonte de energia de extrema importância no contexto de ilhas, por ser uma fonte renovável e endógena estável, garantindo assim, a qualidade do serviço de energia e a segurança do abastecimento às populações, sendo que até 2020, espera-se que o seu contributo atinja 54% na estrutura da produção de eletricidade dos Açores.

DL/Gacs