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O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura, Luiz Fagundes Duarte, afirmou, em Angra do Heroísmo, que é do interesse da Região ter um inventário “completo e rigoroso” de todo o património cultural existente nos Açores. 

Esse inventário, que constitui o ponto de partida para o conhecimento concreto do património, deve estender-se a todo o acervo que “seja digno de ser classificado, protegido e divulgado, seja ele público ou privado”, frisou Luiz Fagundes Duarte, em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura e a Diocese de Angra.

Para Luiz Fagundes Duarte, no âmbito da política do Governo para a Cultura, é “salutar para todos” conhecer o património existente, acrescentando que, com este protocolo assinado, é possível “conhecer o património que existe na Região, que está nas nossas igrejas, qual o seu real valor e quais as medidas que devem ser adotadas com vista à sua preservação”. 

Isto porque, ao longo dos tempos, em algumas paróquias foram feitas intervenções ao nível do património móvel e imóvel, “certamente com boas intenções”, mas “sem obedecer aos critérios que devem respeitar tudo aquilo que tem a ver com a preservação, restauro e manutenção do património cultural”. 

Com a celebração deste protocolo, cujos trabalhos contemplados se prolongam até 2017, o Governo dos Açores compromete-se a colaborar no inventário, conservação e divulgação do património cultural, bem como ministrar a formação nas áreas do património e conservação aos párocos e às comissões fabriqueiras. 

A Diocese de Angra fica, por seu turno, obrigada a apresentar, entre outros aspetos, no prazo de dois anos, o Projeto de Inventário dos Bens Culturais, a candidatar a apoios comunitários, no montante global máximo de um milhão de euros.

DL/GaCs

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