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O Secretário Regional dos Recursos Naturais revelou que foram comercializados para o exterior dos Açores, em 2012, produtos lácteos com um “valor superior a 246 milhões de euros”.

“O território continental português foi o destino de 81,6% dessas vendas, a Região Autónoma da Madeira de 2,55%, a União Europeia de 5,34% e os países terceiros de 1,18%”, afirmou Luís Neto Viveiros, numa intervenção no I Encontro Empresarial da Diáspora dos Açores.

Luís Neto Viveiros manifestou a convicção de que o potencial do setor agroalimentar regional se vai “confirmar nos mercados externos e, por maioria de razão, nos mercados da Diáspora açoriana”.

Nesse sentido, o Secretário Regional considerou que o incremento das relações comerciais irá corresponder “à natural vontade das significativas comunidades emigradas” e “à vontade dos empresários açor-descendentes, conhecedores da qualidade diferenciada” dos produtos agroindustriais açorianos e da “mais-valia afetiva que representam, sem dúvida, mas também comercial”.

Para Luís Neto Viveiros, estes produtos “têm todas as condições de base para se imporem em mercados que extravasem as ‘fronteiras’ das nossas comunidades”, em particular “pela qualidade e pelas suas caraterísticas únicas”.

O Secretário Regional destacou a “aptidão evidente para o setor leiteiro” que existe nos Açores, realçando a aposta feita pela agroindústria “na modernização de infraestruturas e de equipamentos”, assim como na “atualização de métodos e processos produtivos” e na “diversificação dos produtos produzidos”.

Por outro lado, sublinhou o crescimento verificado na expedição da carne de bovino, salientando que “nos dois últimos anos, entre 2012 e 2013, houve um crescimento de saída da carne de bovino para comercialização no exterior na ordem dos 14,65%.”

Entre as áreas e produtos com potencial de crescimento, Luís Neto Viveiros destacou igualmente a vinha e o vinho, assim como todos os produtos certificados ou em vias de certificação que, “usando as marcas de certificação de Denominação de Origem Protegida ou Indicação Geográfica Protegida, levam o nome dos Açores em si incorporado, assim como a nossa história e o nosso saber fazer”.

Atualmente, além do Queijo São Jorge, do Ananás dos Açores/São Miguel, do Maracujá de São Miguel/Açores, do Mel dos Açores, do Queijo do Pico (Denominação de Origem Protegida), da Carne dos Açores (Identificação Geográfica Protegida) e da Meloa de Santa Maria (Identificação Geográfica), encontra-se a decorrer o processo para a certificação do Chá dos Açores.

No que se refere ao DOP Queijo de São Jorge e Ilha, o Secretário Regional revelou que a produção de queijo em São Jorge atingiu no ano passado 2.300 toneladas, das quais 27% foram comercializadas fora do mercado português, ou seja, cerca de 600 toneladas.

No que considerou ser um “ponto de viragem para mais um quadro de programação”, Luís Neto Viveiros afirmou que “as expectativas para o futuro são significativas e justificadas”.

“Promover a qualidade, a inovação e a diferenciação dos produtos, em resposta às novas exigências dos mercados é, enfim, o nosso propósito, garantindo por essa via a implementação e o sucesso dos nossos produtos”, frisou o Secretário Regional, acrescentando que a criação da ‘Marca Açores’ será “um contributo determinante para reforçar a afirmação e valorização dos produtos agroindustriais açorianos”.

DL/GaCS