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O Secretário Regional da Saúde revelou que o Executivo pretende introduzir um novo sistema de financiamento das Unidades de Saúde de Ilha que permita um maior envolvimento dos médicos de família.

Segundo Luis Cabral, o executivo tem defendido a implementação nos Açores das Unidades de Saúde Familiares, mas frisou que se trata de uma medida que se tem verificado ser de reduzida eficácia a nível nacional.

Nesse sentido, considerou que as 99 estruturas de saúde existentes no arquipélago, contando com os hospitais, centros de saúde, postos e extensões de saúde, representam uma malha de serviços de saúde de proximidade que não é fácil atingir nem manter com o sistema proposto.

O Secretário Regional admitiu que faltam médicos de Medicina Geral e Familiar em algumas unidades, mas frisou também “que muitos concelhos têm a sua situação regularizada”, assegurando que continua a ser uma prioridade do Executivo que todos os açorianos tenham médico de família.

Para Luís Cabral, os 46 médicos que se encontram presentemente a fazer internato médico em Medicina Geral e Familiar em unidades de saúde da Região “serão praticamente suficientes para responder às necessidades”.

Por outro lado, salientou que “os horários de 40 horas semanais permitiram, no conjunto dos vários centros de saúde da Unidade de Saúde de Ilha de S. Miguel, que o número de consultas de Medicina Geral e Familiar passasse de 150 mil em 2012, para 282 mil em 2013, o que corresponde a um crescimento de 82%”.

Luís Cabral afirmou ainda que a cobertura assistencial a pessoas sem médico de família tem vindo a aumentar, recordando que, “só em 2013, realizaram-se nos centros de saúde de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Ribeira Grande, 22 mil consultas a utentes sem médico de família”.

O ecretário Regional a Saúde falava, esta quinta-feira, dia 8 de maio,  no âmbito das XIV Jornadas dos Médicos de Família dos Açores, a decorrer em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

DL/GaCS

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