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O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura afirmou que a “Educação é a trave-mestra do desenvolvimento dos Açores”. 

Intervindo no âmbito da Conferência “(Re) Construir o Sucesso Escolar”, promovida pelo Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, Luiz Fagundes Duarte admitiu a existência de “um longo caminho ainda a percorrer”, no sentido de haver condições para que as crianças e jovens deste arquipélago atinjam “o estado de cidadãos críticos e responsáveis”. 

Na opinião do governante açoriano, esta é uma das condições “sine qua non” para o “desenvolvimento sustentável de qualquer sociedade moderna”, mas, no entanto, apontou o insucesso escolar como sendo nos dias de hoje um “gravíssimo problema” a ultrapassar. 

Sublinhou que nas “40 unidades orgânicas, com mais de 42.300 alunos”, os Açores dispõem de uma “relação média de menos de 19 alunos por turma e de 9 alunos por docente” e, no que diz respeito ao ensino pré-escolar, existe “uma taxa de 90,1 por cento de cobertura”, colocando a Região Autónoma “muito acima da média nacional”. 

Não obstante estes “bons indicadores”, o Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura disse que a “elevada e até persistente taxa de insucesso escolar”, tendo o “abandono precoce” como uma das suas “mais negras facetas”, é um “problema social”, mas, sobretudo, “político”, ao defender a necessidade de se ir “sem medos nem preconceitos” ao “interior das escolas” e ao “cerne das políticas para a Educação”. 

Advogou, por isso, a importância de se “repensar programas pedagógicos, métodos didáticos e a própria gestão das escolas”, visando torná-las “interessantes aos alunos, dando a cada um a oportunidade de se revelar naquilo que tem de melhor”. 

Para Luiz Fagundes Duarte, a “escola terá que deixar de ser um depósito de dia para as crianças e jovens” assumindo a “função de um verdadeiro delegado do Estado”, na perspetiva de desenvolver a tarefa de “formar cidadãos livres e responsáveis”. 

Em relação a esta matéria, o Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura preconizou o interesse de se exigir às “escolas e professores um maior esforço no trabalho de conhecer os seus alunos e respetivos contextos sócio-culturais, detetar os problemas e qualidades de cada caso”. 

De acordo com aquele membro do Executivo Regional, a tarefa da escola não é “formar açorianos”, mas sim “cidadãos que enriqueçam a sua cidadania incorporando uma manifestação de identidade cultural em permanente diálogo com todas as outras” .

Adiantou, também, que o projeto “Fénix” “tem demonstrado ser útil, devendo ser “acarinhado, valorizado e alargado” ao universo do atual sistema educativo. 

Frisou que este projeto envolve já a participação de “17 escolas da Região”, prevendo-se que no próximo ano letivo, haja uma “adesão da totalidade das escolas dos Açores”. 

Luiz Fagundes Duarte salientou que o Governo Regional apostou, igualmente, na criação de “equipas multidisciplinares” com especial vocação para as disciplinas de Português e Matemática ao nível, nesta fase, do primeiro ciclo. 

Revelou que o Executivo açoriano está a “afinar estratégias com as competentes entidades nacionais”, no sentido de obter “informação estatística”, através do PISA, programa de avaliação de alunos, “de maior fiabilidade”. 

O titular da pasta da Educação declarou-se, ainda, contra o perfil de “instituições autistas” relativamente ao “meio em que se inserem” e considerou que os Açores necessitam de um sistema educativo capaz de desenvolver “projetos educativos que permitam a inclusão de todos os cidadãos no sistema”.

DL/GaCS

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