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O Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou estar convicto de que até 2018 estarão instalados 10 mil painéis solares na Região. 

Vítor Fraga, que falava na cerimónia de assinatura de um protocolo entre o Governo dos Açores, o BES Açores e a Caixa Geral de Depósitos, com vista a facilitar o acesso à aquisição de equipamentos no âmbito do ProEnergia, salientou que este objetivo será alcançado “através do recurso a estas linhas de crédito, agora apresentadas e que são proporcionadas pelas Instituições de Crédito aqui presentes, bem como através de outras que se queiram associar, simultaneamente com os promotores que recorrerão diretamente às candidaturas ao ProEnergia ou que procederão à aquisição de equipamentos por si mesmos”. 

Para o titular da pasta da Energia, “o que se possibilita com este protocolo, irá ser aliciante para todos aqueles que podem beneficiar do ProEnergia, ou seja famílias, pequenas e médias empresas, incluindo empresários em nome individual, cooperativas, associações sem fins lucrativos e instituições particulares de solidariedade social”. 

Vítor Fraga referiu que os promotores das candidaturas “terão agora a possibilidade, não só de se candidatarem e obterem um apoio para a aquisição dos equipamentos que desejam adquirir, mas igualmente, através das linhas de crédito proporcionadas pelas instituições de crédito, beneficiarem de condições de financiamento para a parte remanescente, que lhes permite de modo suave satisfazerem este compromisso”, já que “consta do atual protocolo que o custo mensal da prestação, correspondente à parte não cofinanciada, será igual ou inferior ao valor da própria poupança gerada pelo investimento”. 

Vítor Fraga frisou as mais-valias do recurso à energia solar, dando o exemplo de “uma família constituída por um casal e dois filhos, que opte por substituir o consumo de gás pela instalação de painéis solares térmicos e bombas de calor, poderá ter uma poupança anual na ordem dos 500 euros”. 

Este será assim igualmente “um importante contributo para que a Região, para além de incrementar os níveis de eficiência energética, diminua a aquisição de produtos importados de origem fóssil, sempre sujeitos à volatilidade dos respetivos preços e diminua igualmente as emanações de gases com efeito de estufa para a atmosfera”, sublinhou o Secretário Regional. 

A Região fixou, no orçamento para o corrente ano, um montante de 600 mil euros associados a ao Proenergia, reforçando-o em cerca de 200 mil euros, face ao ano anterior. 

Com o recurso às energias renováveis, nomeadamente aos painéis solares, os Açores querem assim, “no nosso espaço insular, continuar a ser um exemplo, quer no que respeita ao aproveitamento de recursos endógenos para a produção de eletricidade, quer no que concerne a eficiência energética”, concluiu o Secretário Regional.

DL/GaCS

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