O vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista assumiu, esta quarta-feira, que o encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos é “um mal necessário” e fundamental para evitar “um mal muito maior”. Francisco César intervinha no plenário, a decorrer na cidade da Horta, tendo defendido que esta necessidade é consequência de um processo de recapitalização complicado que estava atrasado e prejudicado devido à inação e irresponsabilidade do anterior Governo da República, da responsabilidade do PSD e do CDS/PP.

“O Partido Socialista assume aqui, perante os Açorianos, que sim. Nós não gostamos que se fechem balcões, mas percebemos que é um mal necessário, que está minorado o seu impacto junto dos Açorianos e que estão garantidos, segundo os critérios estabelecidos pelo Governo da República, os seus impactos na população e o interesse público”, adiantou Francisco César.

Para o deputado do PS/Açores, as posições assumidas atualmente na Caixa Geral de Depósitos estão “constrangidas por irresponsabilidades passadas”. “E o constrangimento é ter bom senso, ter a capacidade de fazer a reestruturação que nos é pedida por Bruxelas, minorando o seu impacto nas pessoas. A consequência para o país é que esse fecho de balcões passou de 200 para 61. A consequência foi que de 2200 despedimentos passássemos para zero, e passassem a ser negociadas as reformas antecipadas”, recordou.

Francisco César afirmou ainda não compreender alguns partidos da oposição que concordando com a necessidade de recapitalizar a CGD e com as restrições impostas agora criticam e querem evitar o encerramento dos balcões. Segundo o deputado, “o fecho de balcões não deve ser feito apenas por um critério economicista porque antes da economia estão as pessoas”.

DL/PS

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