O Agrupamento 1290 de Escuteiros de Santa Cruz, da Lagoa, realizou uma atividade intitulada “matança de porco” para encerrar o ano escutista. Efetivamente, o objetivo passou pela divulgação aos jovens escuteiros, das tradições mais antigas, neste caso, relativamente à matança do porco.

Esta atividade já tinha sido pensada há alguns anos anos, mas só foi possível realiza-la este ano, sendo que muito provavelmente será para repetir anualmente.

“Nem todos os miúdos e mesmo chefes sabem como era a matança do porco de antigamente. Desde o serrabulho aos torresmos, como se parte a carne de porco, ensinar aos miúdos a raspar o porco e a lavá-lo”, explicou o chefe Ângelo Silva destacando a importância dos mais jovens saberem selecionar as diferentes partes da carne.

No final da atividade de matança do porco, cada escuteiro levou para casa torresmos, sarrabulho e pão de milho, de forma a desenvolver o sentido de partilha, tal como era feito antigamente com a distribuição pelos vizinhos.

Nessa ótica de partilha e solidariedade, o porco desta atividade também foi oferecido, sendo que, com o dinheiro que conseguiram poupar, o Agrupamento comprou alguns equipamentos necessários.

No encerramento das atividades deste ano, e integrado nas Festas da Matriz, os escuteiros também enfeitaram o andor de Santo António, o patrono deste agrupamento, tendo como principal objetivo o não esquecimento das tradições antigas.

Para o ano existem várias missões a desempenhar ao longo do ano, nomeadamente uma atividade a ser realizada com os agrupamentos da Ouvidoria de Lagoa, o Acoulag 2018.

A atividade será realizada no terreno do agrupamento 1290 de Santa Cruz, na zona da Longueira, permitindo dinamizar a juventude deste bairro, pois 70% dos jovens deste grupo são desta zona de Santa Cruz e assim poderão cativar mais escutistas.

Para o chefe do Agrupamento 1290, cativar os mais jovens para o escutismo é tirar os mesmos da rua, ensinar-lhes a ser os homens de amanhã e principalmente “abrir-lhes horizontes para a vida”.

Os escuteiros servem para transmitir informação aos jovens através das diversas atividades, ensinar-lhes nomeadamente a cozinhar e a conseguirem trilhar um caminho mesmo nas situações desconhecidas como quando vão para a universidade.

Nos inícios de novembro, será organizado um jantar, intitulado a “Cozinha da Avó”, de forma a que pais e escuteiros cozinhem as comidas tradicionais lagoenses, nomeadamente: feijão assado, chicharros fritos, bolos de sertã.

O Agrupamento 1290 de Santa Cruz conta com aproximadamente 60 escuteiros, 5 chefes e 7 caminheiros e meados de setembro, as inscrições estarão abertas para acolher novos membros.

DL/AS

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