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O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou hoje, em Ponta Delgada, que a adesão de Portugal à CEE, atual União Europeia, foi o “acontecimento de maior importância na história recente dos Açores”, a par da Autonomia política e administrativa, possibilitando o desenvolvimento da Região e a sua convergência com as médias nacional e europeia. 

“Os Açores mudaram radicalmente desde a adesão de Portugal, embora naturalmente com períodos alternados entre maior e menor intensidade de convergência e crescimento, por força do próprio contexto externo, mas sempre com o contributo e a solidariedade da Europa”, afirmou Rodrigo Oliveira, no encerramento do seminário ’25 Anos de Portugal e Açores Europeus”.  

No início da década de 80, os Açores ocupavam a última posição no contexto das regiões dos 15 estados membros, com apenas 39 por cento da média do PIB per capita, situação que se mantinha praticamente inalterada uma década mais tarde, apenas com a subida do último para o penúltimo lugar entre as regiões europeias, registando um PIB per capita de 42 por cento da média europeia.  

O Subsecretário Regional salientou que, “passados mais de 25 anos de integração na Europa, os Açores não só mudaram extraordinariamente como, particularmente nos últimos dois períodos de programação financeira, ganharam sustentabilidade e convergiram com os mais importantes indicadores macroeconómicos e sociais europeus”, sendo mesmo um exemplo apontado pelo Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. 

Nesse sentido, considerou que “o grande desafio para as políticas públicas regionais” no período 2014-2020 será a “recuperação das tendências anteriores de crescimento, de desenvolvimento, de criação de emprego e de convergência com a média de geração de riqueza da União Europeia”.

Na sua intervenção, Rodrigo Oliveira defendeu a importância de uma reflexão sobre as principais questões europeias e de se promover um exercício de cidadania ativa, destacando as próximas eleições europeias de 25 de maio como forma de legitimar, através do voto, “o rumo que pretendemos atribuir ao projeto europeu”.

DL/Gacs