Proposta para que sócio nº1 do Operário seja vitalício

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Faleceu recentemente, aos 82 anos de idade, o sócio nº1 do Clube Operário Desportivo.

Tendo em conta ter sido alguém que sempre  tudo deu pela causa do clube, o Diário da Lagoa sabe que vai ser proposto, na próxima reunião da direção do clube da Lagoa, que o número um da lista de associados do Clube Operário Desportivo seja atribuído, de modo vitalício, a Dorvalino Moniz Barreto.

Segundo o subscritor da proposta, Rui Almeida, é pretendido assim que se perpetue ainda mais a sua memória, passando a ser o sócio número um vitalício do COD.

Dorvalino Moniz Barreto nasceu a 21 de Agosto de 1932 na freguesia de N. Sra. Rosário e iniciou a sua atividade laboral muito cedo, logo após terminar a escola primária e com apenas dez anos de idade. Inicialmente trabalhou como operário na abertura da Estrada Regional, depois caiador na Fábrica do Álcool e, mais tarde, como funcionário numa mercearia, que pertencia ao pai, de Novembro de 1946 a Março de 1965. Regressou à Fábrica do Álcool em Abril de 1965 e ai permaneceu até reformar-se, em 1997, tendo desempenhado as tarefas de Fiel de Armazém e, posteriormente, acumulado com as de escriturário e motorista.

Depois de reformado, era conhecido por ser uma pessoa muito ativa, cooperante com as pessoas e a sua comunidade. Abraçou, igualmente, projetos no âmbito político, tendo sido secretário e Tesoureiro, durante 16 anos, na Junta de Freguesia de Nossa Sra. do Rosário, mandatos presididos pelos senhores Humberto Alves, João fragoso e Raulino Anselmo.

No plano cultural, foi músico, desde os 9 anos de idade, na Sociedade Filarmónica Lira do Rosário, quando, por esta altura, não verificava a existência de crianças nas filarmónicas. Tocou caixa, trompa, trompete, saxofone alto e requinta. Esteve cerca de 50 anos ao serviço da referida filarmónica. Também tocou na Filarmónica Estrela D’Álva, ao longo de 18 meses, na altura em que o seu pai foi maestro na mesma. Fez parte das orquestras de Teófilo Frazão, de Francisco Botelho e do Pico das Pedra, tendo realizado vários concertos musicais na Ilha de S. Miguel, deslocação ao Canadá, onde promoveram algumas atuações.

No âmbito desportivo, Dorvalino Moniz Barreto, desde 1965, acompanhou sempre a atividade do Clube Operário Desportivo e era o seu sócio nº1, do qual foi também dirigente.

DL

Categorias: Desporto

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