Opinião: Ribeira Chã e a sua História

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São José Ermida da Ribeira Chã

A Junta de Paróquia de Água de Pau, na sessão de 19 de Março de 1848, deliberou se edificasse esta Ermida a pedido do povo da Ribeira Chã e do capelão e que tivesse 20 côvados de comprimento e 10 de largura. Deliberou que se aplicassem para seu património 5$375 reis, juro de uma quantia vinda de esmolas do povo daquele lugar, onde consta da acta de 4 de Junho do dito ano, em que também se deliberou expropriar meio alqueire de terreno pertencente a D. Tereza Rita de Andrade, para o local da Ermida e encarregar o Padre Luciano Francisco de Medeiros a sua construção.

Na sessão de 20 de Agosto do mesmo ano a Junta tomou posse dos foros e juro de 20$000 reis, doados pelo cura António José da Silva para património da Ermida. Na sessão de 21 de Outubro, o Padre Luciano Francisco de Medeiros apresentou na Junta o auto da expropriação do terreno para nele se edificar a Ermida, a escritura de doação feita pelo Padre António José da Silva, a licença do Governador Civil para a sua construção e a sentença do património, passada pelo Vigário Geral do Bispado e dois títulos para a compra de duas casas defronte do adro, foreiras a N. Sª do Rosário. Na sessão de 30 de Dezembro d 1855, diz-se que a Ermida está quase completa e que a Junta dispensou 150 mil reis, sendo o mais à custa do povo.

Na acta de 20 de Abril de 1856, menciona-se a aquisição duma imagem de S. José para a Ermida e que era da Igreja do Convento da Conceição de Ponta Delgada, por concessão do Governador Civil. Na sessão de 20 de Fevereiro de 1859 autoriza-se o pagamento de 16$670 reis, despesa com a guarnição do lado sul da Ermida. A 3 de Julho do mesmo ano, o pagamento da abertura de uma porta e levantamento duma sineira. No ano de 1904 foi construída a torre em que se gastou 1200$000 reis. Por decreto de 3 de Março de 1902, foi criado um cura sufragâneo à Paroquial e nomeado o Padre João Ribeiro de Lima por provisão Episcopal de 30 de Agosto do dito ano.

Dantes tinha um capelão pago pela Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada em virtude dum legado, e também pelo povo, até que o Sr. Marquês da Praia e Monforte generosamente oferecia uma verba que, junto ao legado, perfazia a quantia de 20$000 reis mensais. Sobre o frontispício tem o seguinte: São José 1853.

José Amaral

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