Governo dos Açores pagará no início de 2019 compensações aos agricultores por perdas de produção devido à seca

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou que serão pagos até fevereiro cerca de três milhões de euros de compensação aos quase 1.500 produtores que, devido à seca verificada este ano, tiveram prejuízos na produção das culturas de milho forrageiro, hortícolas, sorgo e tabaco.

João Ponte, que falava no final de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, adiantou que ficou definido um valor referência de 1.190 euros por hectare para o milho e de 3.570 euros por hectare para os produtos hortícolas para o cálculo da ajuda a atribuir aos produtores prejudicados pela seca, sendo que a Região comparticipa apenas 75% do valor total apurado para os prejuízos.

Numa portaria já publicada em Jornal Oficial foram estabelecidos três graus de perdas, nomeadamente de 25, 50 e 75%.

No caso da perda de produção de milho forrageiro ser avaliada em 50%, o agricultor irá receber um apoio de 446 euros por hectare e, no caso dos produtos hortícolas de 1.339 euros por hectare.

Se a perda for de 25%, o apoio aos produtores de milho atingirá 223 euros por hectare e 669 euros por hectare, no caso dos hortícolas.

João Ponte manifestou ainda satisfação com o facto de as previsões de prejuízos declaradas pelos agricultores que se candidataram ao apoio terem sido “muito semelhantes ao verificado pelas equipas de controlo da Secretaria Regional no terreno”, o que significa que houve por parte dos agricultores um grande rigor na avaliação dos seus prejuízos.

Relativamente à importação de concentrado fibroso, palha e feno na forma prensada, destinado à alimentação dos bovinos, o apoio regional representa uma redução de 30% no custo normal do mercado, tendo João Ponte revelado que o montante global da ajuda representa 1,2 milhão de euros.

O titular da pasta da Agricultura disse ainda que, de acordo com os dados existentes, tudo leva a crer que será necessário um reforço do apoio à importação de alimentos para os animais, no caso das condições meteorológicas durante o inverno serem adversas.

Neste momento, a situação só não foi tao grave porque os agricultores estiveram a recorrer até agora a alimentos que tinham armazenados e que vão fazer falta durante o período de inverno.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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