Governo dos Açores alavanca projetos de investigação e desenvolvimento na área da energia

O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia sublinhou, na Ribeira Grande, que os Açores são “um dos sítios no mundo com maiores recursos geotérmicos exploráveis”, a par de países como a Islândia, a Nova Zelândia e o Japão ou o estado norte-americano do Havai, referindo que é necessário aproveitar o potencial da Região nesta área “para gerar conhecimento e riqueza”.

Bruno Pacheco falava à margem de uma visita de campo ao projeto europeu HEATSTORE – High Temperature Underground Thermal Energy Storage, que tem como um dos parceiros o IVAR – Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos da Universidade dos Açores.

Este projeto, financiado pelo GEOTHERMICA ERA-NET, pretende reduzir o custo e os riscos do armazenamento de energia térmica subterrânea, bem como melhorar o desempenho de tecnologias associadas, sendo que os Açores estão a ser utilizados como local de estudo.

Segundo o Diretor Regional, este projeto é “mais um exemplo de uma aposta que o Governo dos Açores tem vindo a fazer na diversificação de fontes de financiamento para áreas não alinhadas com a RIS3 (Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente), como é o caso da energia”.

Segundo Bruno Pacheco, este projeto, que conta com um financiamento de cerca de 100 mil euros do Fundo Regional para a Ciência de Tecnologia, é um bom exemplo de como “a integração em consórcios de âmbito mais alargado é um dos passos para ganhar massa crítica e para perceber em que áreas podemos melhorar e em que áreas, de facto, somos bons”.

O Diretor Regional sublinhou que o Governo dos Açores, através dos vários mecanismos do tipo ERA-NET, alocou mais de 800 mil euros para financiar “projetos de investigação fora da RIS3, em áreas como a geotermia, passando pelas doenças neurodegenerativas e pela biotecnologia”.

Neste sentido, o Diretor Regional referiu que o Executivo açoriano pretende “dar um sinal de que está disponível para, juntamente com as entidades do Sistema de Científico e Tecnológico dos Açores, perceber que fontes de financiamento existem e de que forma a Região se podem posicionar para ter acesso a essas fontes de financiamento”.

Bruno Pacheco salientou ainda que pretende que haja cada vez mais envolvimento das empresas em projetos de investigação, apontando como exemplo a EDA Renováveis, “parceira associada do HEATSTORE, que fornece dados ao IVAR, e que poderá ser uma utilizadora dos ‘outputs’ do projeto”.

Coordenado pela Holanda, o HEATSTORE conta com 24 parceiros de nove países, sendo que Portugal está representado pela equipa de investigação do IVAR da Universidade dos Açores.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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