Vasco Cordeiro alerta para “tentativa de centralização de poder” a que se assiste na Europa

“Pela primeira vez o montante dos recursos afetos a instrumentos geridos diretamente pela Comissão Europeia é superior ao montante de recursos afetos aos instrumentos geridos pelos países e pelas regiões. E isso deve ser motivo de reflexão”, afirmou Vasco Cordeiro, na conferência sobre o “Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2019 – No Caminho da Coesão e do Crescimento”. O Presidente do PS/Açores considera que “um dos grandes desafios com que a Região está confrontada neste momento é a negociação do próximo quadro de apoio, em termos de perspetivas financeiras para 2021-2017”.

Vasco Cordeiro defende que é preciso o envolvimento de todos “para fazer valer a importância da nossa Região”, porque apesar dos “sinais encorajadores quanto à forma como os Açores, as ultraperiferias, são encaradas”, há políticas fundamentais – “como por exemplo, a Política de Coesão e a Política Agrícola Comum”, que exigem muita atenção.

Sobre os fundos comunitários, Vasco Cordeiro destaca “uma menor dependência de fundos comunitários”, já que “em 2018 os fundos comunitários financiavam cerca de 30% do Plano” e “em 2019 o que se estima é que financiem cerca de 27% – não é pouco e causa até espanto para algumas mentes menos crentes na capacidade dos Governos Socialistas”.

O Presidente do PS/Açores realçou, ainda, que “a economia açoriana é uma economia aberta, aberta ao mundo” e que por isso “sofre influências da economia quer do nosso país, quer da economia europeia e mundial”, mas considerou que desse ponto de vista “não se afiguram riscos ou perigos para o desenvolvimento do Plano de Investimentos da Região Autónoma dos Açores”.

Sobre a economia nacional e a governação do PS na República, diz Vasco Cordeiro, que “os resultados que têm sido alcançados estão bem acima daquilo que instituições nacionais e internacionais estimavam como possível, há bem pouco tempo, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista económico. Esse comportamento da economia portuguesa é um fator indutor também de uma dinâmica acrescida e de uma motivação adicional, quanto à performance da economia açoriana, quer por via do consumo privado, quer por via do aumento das exportações, quer por via também do investimento”.

DL/PS

Categorias: Política

Deixe o seu comentário

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*