Professores continuam em luta

Enquanto cerca de três centenas de professores se preparavam para participar na 7ª edição do ciclo de eventos “Re…pensar o ensino da Matemática”, que acontece pela primeira vez no concelho de Lagoa, mais concretamente no Nonagon – Parque de Ciência e de Tecnologia de São Miguel, largas dezenas de professores manifestavam-se à entrada do edifício, aos quais se iam juntando alguns dos participantes da formação.

Os professores mantém a greve pelo que dizem ser o “total desrespeito” do Governo Regional para com as reivindicações da classe. Os professores lutam essencialmente pelo descongelamento da carreira docente.

À chegada do Diretor Regional da Educação, para participar na sessão de abertura do evento, os professores fizeram ouvir a sua indignação.

Ao Jornal Diário da Lagoa José António Freire recordou que muito já se tem falado sobre a greve dos docentes, sendo que o governo regional continua à espera da solução que será encontrada a nível nacional.

Sobre as avaliações, o Diretor Regional da Educação adiantou que a avaliação do 9º ano está concluída em toda as escolas, sendo que até ao 9º ano, há escolas que já concluíram enquanto outras ainda não o fizeram, sendo que o governo continua a acompanhar esta situação para que se possa concluir este ano letivo e dar início ao próximo.

Questionado sobre um possível atraso no arranque do próximo ano letivo, o governante admite que isso até possa acontecer, mas da parte do executivo tudo será feito para que o arranque seja feito normalmente, mesmo apesar as férias dos professores, sendo que as cabe às escolas encontrar mecanismos para que isso possa acontecer.

Recorde-se que o Ministério da Educação convocou as organizações sindicais de professores para uma reunião negocial esta quarta-feira, dia 11 de julho, sendo que, esta noite, em frente ao Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, os professores irão fazer uma vigília.

Os docentes reclamam a contagem de todo o tempo de serviço, no âmbito do descongelamento das carreiras da administração pública, não aceitando o “apagão” de nove anos, quatro meses e dois dias de serviço.

DL

Categorias: Educação, Local

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