Projetos científicos a decorrer na área da biodiversidade nos Açores representam três milhões de euros

Segundo o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia, os Açores reúnem uma “imensa e rica diversidade e variabilidade de espécies e ecossistemas”, que fazem do arquipélago “um dos mais ricos palcos da biodiversidade terreste, marinha e vegetal, mundialmente reconhecido”.

Para Bruno Pacheco, a biodiversidade é “a âncora” de muitas atividades na Região, sobretudo das “atividades de base científica”, acrescentando que é uma “área transversal” da Estratégia de Especialização Inteligente (RIS3), que está neste momento a ser revista.

O Diretor Regional, que falava no 4.º Encontro Anual Frontiers IN E3, salientou que a biodiversidade representa o “ativo máximo” a partir da qual se desenvolve “toda a criação de riqueza dos Açores”.

Neste sentido, referiu que a Região possui áreas classificadas e reconhecidas internacionalmente, por razões ambientais e científicas, com o estatuto de Rede Natura 2000, Património Natural da Humanidade, Áreas RAMSAR e Áreas Marinhas Protegidas ao abrigo da Convenção OSPAR, entre outras de âmbito nacional e internacional.

Na sua intervenção, lembrou também que as ilhas da Graciosa, Flores e Corvo, assim como as fajãs de São Jorge, estão classificadas pela UNESCO como Reserva da Biosfera, acrescentando que a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico está classificada como Património Natural da Humanidade.

O Diretor Regional assegurou que o Executivo açoriano pretende reforçar a integração das áreas que se assumem como geradoras de riqueza, bem como o envolvimento de todos os ‘stakeholders’, apontando, a título de exemplo, o projeto MOVE, integrado na ação 5 da Estratégia de Biodiversidade da União Europeia, coordenado pelo Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia (FRCT), e que conta com a coordenação científica da Universidade dos Açores.

Bruno Pacheco salientou que estão a decorrer nos Açores projetos na esfera da biodiversidade que representam um valor de investimento global de cerca de três milhões de euros, repartidos por várias entidades, mas, em especial, pela Universidade dos Açores e pelo Fundo Regional de Ciência e Tecnologia.

Neste sentido, apontou os projetos INDICIT, MISTIC SEAS 2 e BEST III, que, entretanto, já terminou e que tem como objetivo criar uma plataforma de partilha de informação sobre oportunidades de financiamento em projetos na área da conservação e no uso sustentável da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas nas regiões e países ultraperiféricos e nos territórios europeus ultramarinos.

DL/Gacs

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