Alunos e docentes unem-se em manifestação na Lagoa

Mais de duas centenas de professores juntaram-se esta segunda-feira, dia 2 de julho, em frente à Escola Secundária da Lagoa, para uma manifestação que contou com a presença de vários pais e alunos.

Segundo os professores, a greve tem a ver com o que dizem ser o “total desrespeito” do Governo Regional para com as reivindicações da classe. “Falar com o ministério é como ouvir uma gravação, não é um diálogo, e com o Governo Regional, é igual”, disse Alexandra Costa, uma das professoras presentes.

Os professores lutam essencialmente pelo descongelamento da carreira sendo que, nos Açores, já foram recuperados dois anos e dois meses de tempo congelado, mas há ainda cerca de sete anos de tempo de carreiras por recuperar.

Presente nesta manifestação esteve a representante dos pais da EBI de Lagoa, Susete Benevides, segundo a qual os pais estão solidários para com a luta dos professores, mas diz que esta é uma luta que não se pode arrastar por muito tempo, esperando que esta possa ter um desfecho positivo para que se possa dar por terminado o atual ano letivo.

Susete Benevides diz da parte dos pais, estes esperam que o início do próximo ano letivo não seja afetado, nomeadamente com as matrículas, não se podendo deixar que os alunos sejam prejudicados, e apela a um acordo para se regularizar a situação.

Presentes nesta manifestação estiveram também alguns alunos, sendo que estes consideram ser esta uma luta justa e apelam a uma interligação ente alunos e professores.

“Esta é uma luta que para o Governo é vista com maus olhos e é desprezável, mas são reivindicações justas dos professores e é uma injustiça o Ministério não querer conversar sobre o descongelamento e o pagamento dos nove anos e quatro meses que os professores tem direito. Há provas, há descontos. Os alunos estão motivados e ao lado dos professores e estarão presentes sempre que for preciso”, disse Henrique Teodoro, presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Lagoa.

Segundo recordou, “não há alunos sem professores, como também não há professores sem alunos e sendo a educação o pilar mor da sociedade há que preservá-la”. Henrique Teodoro adiantou ainda que a educação é de todos e apelou à união na luta por esta causa.

Manifestações idênticas deverão surgir nos próximos dias.

DL

Categorias: Educação, Local

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