Clemente concretiza sonho de jogar na I Liga

O atleta lagoense Paulo Clemente assinou por mais uma época com o Santa Clara, equipa açoriana que regressou à I Liga.

Ao Diário da Lagoa Clemente diz ser o concretizar de um sonho. “Trabalhei muito para lá chegar. São 170 golos na carreira e 52 ao serviço do Santa Clara”. São dados que o levam a ser mesmo o melhor marcador de sempre dos encarnados.

Clemente quer agora desfrutar e fazer um campeonato tranquilo, fazer golos e conseguir a manutenção da equipa.

Mas este resultado é fruto de muito trabalho para que este objetivo fosse possível. “Recusei muitos convites, principalmente para o estrangeiro, sempre com o sonho de chegar à I Liga”.

Clemente acredita que agora chegou o seu tempo, foi aos 34 anos, mas recorda palavras de um antigo técnico que dizia “o tempo mete as pessoas no tempo certo”.

“É uma alegria imensa e quando cheguei ao Santa Clara achava impossível este objetivo, mas acredito que foi um projeto que tem vindo a ser construído até chegar a este resultado”.

Representado a Lagoa, os Açores na I Liga, diz Clemente ser um grande orgulho. “Acredito que as pessoas sentem também esse orgulho”, realça.

Clemente não esquece igualmente toda a sua formação feita no Clube Operário Desportivo, onde sempre acreditou que, com trabalho era possível chegar mais longe, e sente orgulho nesse passado.

Sobre a formação atual existente nos clube açorianos, e em concreto em São Miguel, o jogador do Santa Clara acredita que é possível continuar a criar jovens talentos, contudo, o caminho atual não é o correto, sendo necessário parar para pensar o que se quer para a formação açoriana.

“Hoje em dia há jogadores na formação que, chegam aos juniores e têm mais clubes que eu. Fui formado no Operário. Tenho uma identidade. Hoje em dia os jogadores trocam de clube por umas botas, por querer ganhar”, adianta Clemente, recordando que “nunca ganhei nada na formação e cheguei a profissional de futebol”.

Aliás, é esta a mensagem que deixa aos mais novos, para que estes tenham uma identidade, escolham o clube para a sua formação e não estejam sempre a mudar de clube.

Clemente acredita que mudando os próprios quadros competitivos será possível entrar numa era de evolução na formação açoriana.

“O saltar de clube em clube, não dá para conhecer colegas, não ajuda na própria formação, muda-se sempre, uma vez que cada clube, cada treinador, tem a sua forma de trabalhar”.

O jogador do Santa Clara diz que há que pensar bem, para que no futuro se possa ter jogadores de qualidade, até porque, hoje em dia, existem todas as condições para que isso seja possível.

DL
(Artigo publicado na edição impressa de julho de 2018)

Categorias: Desporto

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