“A Estratégia para a Juventude não pode reduzir-se a um mecanismo de assistencialismo social” diz Sofia Ribeiro

A Eurodeputada Sofia Ribeiro defendeu que o foco principal da estratégia para a juventude deve ser a criação de emprego efetivo, no debate que decorreu esta quinta-feira, 30 de maio, na Sessão Plenária de Estrasburgo, em que se analisou a execução da Estratégia da União Europeia para a Juventude e onde participou o Comissário Europeu Miguel Arias Cañete.

A Eurodeputada iniciou a intervenção advertindo que “a estratégia para a juventude não pode reduzir-se a um mecanismo de assistencialismo social ineficaz no combate à precariedade” devendo-se “exigir mais resultados”.

Para isso, segundo Sofia Ribeiro, o primeiro objetivo da Estratégia da UE “tem de ser a criação de emprego efetivo”, sendo necessário “exponenciar a implementação de programas-chave da União Europeia como a Iniciativa para o Emprego Jovem, os programas Erasmus, ou o Corpo Europeu de Solidariedade, minimizando as assimetrias entre as regiões europeias”.

A Social-democrata acrescentou ainda que é necessária “mais fiscalização contra abusos”, alertando a existência de “estágios que estão a encapotar os contratos de trabalho”. “Necessitamos de mecanismos de denúncia à escala europeia que, com a colaboração de instâncias locais, protejam o anonimato dos jovens”.

A Eurodeputada referiu também que é“necessária mais monitorização dos efeitos reais destes programas”. “Os jovens não podem estar a saltar de estágio em estágio, sem nunca terem uma entrada efetiva no mercado de trabalho”, ressalvou.

Ainda durante o debate, Sofia Ribeiro apelou à necessidade de se garantir uma efetiva renovação geracional, sendo “necessário integrar nesta estratégia os trabalhadores mais experientes que desempenham um papel importante na formação dos jovens, no local de trabalho, numa fase de transição até à sua aposentação”.

A finalizar a intervenção, a Eurodeputada criticou os cortes propostos pela Comissão Europeia afirmando que “as metas desta estratégia não se coadunam com um corte de 6% no Fundo Social Europeu”. “Esta situação ainda se vai agravar mais no caso dos Estados Membros e das Regiões mais desfavorecidas”, concluiu Sofia Ribeiro.

DL/GDPE

Categorias: Política

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