Opinião: Um exemplo de democracia participativa!

Sou membro, enquanto representante da Associação Jovem Lagoense – AJL – , do Conselho Municipal de Juventude que, este ano, participou activamente na divulgação e funcionamento do Orçamento Participativo Jovem de Lagoa.

Desde logo, no início, por iniciativa do vereador para a juventude, Dr. Ricardo Martins Mota, foram votadas, em plenário do Conselho Municipal de Juventude, alterações que vieram trazer um novo folgo e uma nova frescura a uma iniciativa que, só de si, é fantástica, e, quando bem estruturada, um verdadeiro exemplo de democracia participativa.

Sou presidente de uma associação de jovens, a AJL, e noto que os jovens estão tão desiludidos com a política como afastados da área da opinião e da intervenção públicas. E isso, claro, tem de mudar. E a mudança, garanto-vos, começou agora na Lagoa!

250 propostas foram apresentadas este ano no Orçamento Participativo Jovem 2018. Tudo fruto de uma reestruturação do regulamento, de uma simplificação do processo de apresentação de propostas, e de um trabalho árduo, presencial e acompanhado de uma equipa que, tenho de dizer, tem todo o mérito do mundo, juntamente com o vereador para a juventude aqui na Lagoa.

Foi um sucesso absoluto que atesta e que põe a Lagoa no patamar superior da democracia, que eleva a Lagoa ao patamar máximo da participação cívica: os jovens deram com propostas, num exemplo claro de participação, civismo e democracia.

Se fomos acusados de “asfixia democrática”, podemos agora dizer, a alto e bom som, que demos aos jovens a oportunidade de apresentarem propostas e a todos a possibilidade de votarem nelas!

Em breve será inaugurada uma das propostas vencedoras em edições anteriores: a Casa da Água, num projecto bastante benéfico e enriquecedor para o concelho, o que só demonstra a capacidade da Câmara Municipal de Lagoa em executar propostas e a atenção que a mesma tem em executá-las prontamente, embora certas dificuldades, justificadas, de um passado recente. Mas digo-vos: o futuro, esse, é auspicioso!

Creio que é justo dizer-se: história está a ser feita na Lagoa. Mobilizar os jovens, envolvendo as instituições do concelho, e um número ilimitado de pessoas, desde os conselheiros do CMJ, passando por funcionários a amigos desta iniciativa, todos conseguiram dar provas do seu labor e, com esforço, fizeram por mudar a passividade cívica dos jovens: e, meus caros, conseguiram!

Parabéns!

Por: Júlio Tavares Oliveira
(Artigo publicado na edição impressa de junho de 2018)

Categorias: Cultura, Opinião

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