Comitiva lagoense visita Museu e Castelo de Silves

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No âmbito da geminação entre as cidades de Lagoa e da recriação das Festas do Divino Espírito Santo no Algarve, a comitiva dos Açores que se encontra no sul do país, teve a oportunidade de conhecer um pouco mais da história e da cultura desta cidade irmã.

Neste sentido, a comitiva açoriana efetuou uma visita ao Museu e ao Castelo de Silves, onde o povoamento da região data desde o Paleolítico e ao qual pertenceu Lagoa (Algarve) até 1773.

Segundo Ismael Medeiros, do Serviço de Cultura do Município de Lagoa (Algarve), esta foi uma visita que surgiu na sequência da ligação histórica com Lagoa, dando uma ideia geral daquele que era o primórdio da criação deste concelho.

Silves é um concelho incontornável a visitar, sendo um dos grandes pontos turísticos e culturais do país, sendo o Castelo icónico, uma das mais notáveis obras de arquitetura militar que os árabes deixaram, com mais de mil anos de existência.

No seu exterior, junto à entrada principal está uma escultura em bronze representativa do rei D. Sancho I, monarca que em 1189 conquistou pela primeira vez, com o auxílio dos Cruzados, a cidade de Silves aos árabes.

Por seu turno, o Museu Municipal de Arqueologia de Silves foi construído em torno do admirável Poço-Cisterna Almóada dos séculos XII-XIII, que se tornou a peça central da coleção e do discurso expositivo. Integra, também, a muralha da cidade do mesmo período, funcionando, assim, não só como um museu onde as coleções expostas são muito significativas, mas também como uma jóia do património islâmico em Portugal.

O acervo do Museu, na sua maioria proveniente das escavações decorridas na cidade e no concelho, reúne um conjunto de objetos do Paleolítico, os mais antigos, passando pelo Neolítico, pelo Calcolítico, pela Idade do Bronze, pela Idade do Ferro, pelo Período Romano e destacam-se, não só pela quantidade, mas também pela qualidade e exceção, as peças do Período Medieval.

A coleção reúne, ainda, um importante conjunto de objetos do período moderno – séculos XV, XVI e XVII –, que demonstra a influência das rotas comerciais e a importância das trocas e contactos da cidade com outras regiões do globo.

Dividida em oito núcleos temáticos, a coleção poderá ser visitada cronologicamente desde o Paleolítico até ao século XVII.

DL/CMS

Categorias: Cultura, Local

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