“A depressão na objetiva de um fotógrafo” patente ao público no Convento dos Franciscanos

Está patente ao público, até dia 20 de abril, no Convento os Franciscanos, em Santa Cruz, Lagoa, a exposição de fotografia “A depressão na objetiva de um fotógrafo”.

São 20 as fotografias expostas, acompanhadas de uma pequena frase, “A depressão é..” e “A depressão não é…”.

São fotografias desenvolvidas a partir do mesmo número de frases, escritas por pessoas de diferentes idades, género e de diversos quadrantes da sociedade, em resposta ao desafio lançado Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Psicólogos.

Com esta iniciativa a Ordem dos Psicólogos e a Associação dos Fotógrafos Amadores dos Açores pretendem combater o estigma associado à Depressão e contribuir para que um maior número de pessoas procure ajuda psicológica.

A Depressão afeta todas as pessoas de todas as idades, de todas as profissões, estatutos sócio económicos e culturas em todo o mundo e é a segunda causa mundial de morte, por suicídio, nos jovens com idades entre os 15 e os 29 anos. Apesar da realidade assustadora dos números predomina o desconhecimento sobre a doença e o estigma associado aos problemas associados à saúde psicológica.

Recorda a presidente da Delegação dos Açores da Ordem dos Psicólogos que, apesar da prevalência no mundo e em Portugal, um em cada quatro portugueses já teve ou terá Depressão durante o seu ciclo de vida, prevalece o desconhecimento sobre a Depressão e o estigma associado a este e a outros problemas de saúde psicológica.

Apesar destes números serem superiores a qualquer outra doença registada em Portugal, muitas pessoas têm vergonha de procurar tratamento, ou só o fazem tardiamente, pondo em causa a sua recuperação.

“É necessário quebrar tabus e começar a falar com naturalidade da Depressão, da mesma forma descomplexada com que falamos de doenças físicas, como a diabetes ou a hipertensão arterial. Ela existe e não a escolhemos ter”.

Maria da Luz Melo recorda que muitas pessoas não procuram tratamento ou o façam em estádios muito avançados da doença tendo como consequência uma intervenção mais prolongada e uma maior risco de recaída. “A doença identificada precocemente tem cura e é possível melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem desta doença.

DL

Categorias: Cultura, Local

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