Rancho de Romeiros do Cabouco sai este sábado

É já este sábado, dia 17 de fevereiro, que saem para a estrada os primeiros Ranchos de Romeiros, sendo que as romarias quaresmais de São Miguel terminarão apenas dia 28 de março.

Do primeiro grupo de ranchos a sair, onze no total, faz parte o Rancho de Romeiros do Cabouco. A primeira pernoita será nas Feteiras. No domingo, dia 18, os romeiros do Cabouco irão pernoitar nos Remédios-Bretanha, sendo que no dia seguinte estarão na Conceição da Ribeira Grande. Segue-se na terça-feira Fenais da Ajuda, Vila do Nordeste na quarta-feira e Lomba do Loução na quinta.

Antes de entrarem na sua paróquia no sábado, dia 24, antes, na sexta, irão pernoitar na Ribeira das Tainhas.

Além do rancho do Cabouco, saem nesta primeira semana igualmente os ranchos de Romeiros das Calhetas, da Candelária, dos Milagres (Arrifes), Ribeira Quente, Ribeirinha, São Pedro (P.Delgada), São Roque, Santa Bárbara (P.Delgada), Várzea e o rancho de Santa Maria de Toronto.

Este ano ao todo serão 52 ranchos, dois deles provenientes da diáspora, que de manhã à noite percorrerão as estradas de São Miguel, sempre junto ao mar, parando em todas as igrejas e capelas da ilha.

No pensamento, os romeiros levam as intensões do Bispo de Angra e Ilhas dos Açores.

Dom João Lavrador pede aos romeiros que orem durante a sua romaria quaresmal pela santificação dos sacerdotes da nossa diocese; pelas vocações sacerdotais, consagradas, religiosas e missionárias; pelas famílias da nossa diocese; pelos jovens para que descubram a Jesus Cristo e O sigam.

O Bispo pede ainda oração pelos leigos empenhados na evangelização da nossa diocese; pelos pobres e excluídos da nossa diocese; pelos que vivem sem trabalho e sem dignidade; pelos idosos e doentes que vivem na solidão; pelas intenções do Santo Padre e do Bispo da nossa diocese e pelas crianças e adolescentes da catequese e seus catequistas para que sintam a alegria de conhecer, amar e seguir a Jesus Cristo.

As tradicionaisromarias de São Miguel assumem “uma dimensão comunitária” e “tocam” centenas
de pessoas que se unem em várias freguesias da maior ilha açoriana para disponibilizar meios para a pernoita e a alimentação dos romeiros.

Estes romeiros percorrem quilómetros e quilómetros a pé durante uma semana, trajando um xaile, lenço, saco para alimentos, bordão e terço, entoando cânticos e rezando.

As romarias quaresmais de São Miguel, segundo a tradição, tiveram origem na sequência de terramotos e erupções vulcânicas ocorridas no século XVI na ilha, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande.

Os ranchos são organizados e devem cumprir um percurso, sempre com mar pela esquerda, passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas de S. Miguel.

DL

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