Treinador do Operário crítica dirigentes da Associação de Futebol de Ponta Delgada

A derrota deste domingo do Operário voltou a deixar amargo de boca, e levou mesmo o treinador fabril a lançar críticas aos dirigentes da Associação de Futebol de Ponta Delgada.

Sobre o encontro da 19ª jornada da Série E, André Branquinho realçou o facto da equipa da Lagoa ter sido a única que procurou a vitória, mesmo com menos um jogador e em desvantagem no marcador. Na maior parte do tempo, foi a equipa que esteve no meio campo do adversário e, mesmo depois do golo do empate, continuou em busca do golo da vitória, considerando que o Louletano foi um injusto vencedor na partida disputada no Campo João Gualberto Borges Arruda, este domingo.

Na sala de imprensa, no final do encontro, o técnico fabril mostrou-se triste pelo resultado alcançado, mas deixou uma palavra de conformo aos jogadores que, segundo referiu, “foram enormes, lutaram e trabalharam. Foi um sacrifício enorme, reduzido e em desvantagem e ter a capacidade de fazer o que eles fizeram. Só posso estar satisfeito com a prestação dos meus atletas”.

O treinador do Operário admite que, em alguns lances, a sua equipa pensou mais com o coração do que com a cabeça, mas era normal num jogo como o disputado este domingo.

Sobre a arbitragem, André branquinho preferiu não comentar, até porque, da última vez que falou, a equipa foi prejudicada.

As duras críticas foram para os representantes da Associação de Futebol de Ponta delgada que, segundo André Branquinho, nunca colocaram os pés na Lagoa desde o início do campeonato. “Nunca os vi aqui, mas já os vi a apoiar o Santa Clara, e acho muito bem, mas temos mais equipas em São Miguel”.

“Vejo-os nos jogos do Santa Clara a espumarem-se pela boca contra os árbitros, e acho muito bem, porque também vou aos jogos do Santa Clara e apoio a equipa, quero que ganhe. Acho bem que o façam, mas deveriam fazê-lo noutros campos, porque faz falta”.

André Branquinho questiona mesmo “se não for a Associação de Futebol apoiar os nossos clubes quem vai apoiar?”.

“Só existe um clube na ilha? Vocês vêem-me nos jogos em casa do Santa Clara a torcer pelas vitórias, e faz falta um clube na I Liga, e o Santa Clara merece estar na I Liga, mas há outros clubes, e nós precisamos de mais apoios”, desabafou o técnico fabril.

“Mas parece que não é preciso. E o André depois é que é o mau da fita. O André não tem duas caras, tem apenas uma”.

O treinador da equipa da Lagoa recordou que no momento em que o Operário sai da linha de água e tem feitos excelentes resultados, acontece o que aconteceu na Lagoa este domingo.

“É muito fácil liderar um organismo sentado a secretaria. É preciso é vir para o terreno sentir as dificuldades que nós temos e as que nos colocam no caminho”, desafiou o treinador fabril.

DL

Categorias: Desporto, Local

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