POSEI continua a ser uma ferramenta de grande impacto no setor agrícola da nossa região

A Associação de Jovens Agricultores Micaelenses (AJAM) promoveu, recentemente, na Cooperativa Bom Pastor, em Ponta Delgada, uma sessão de esclarecimento sobre as alterações do POSEI 2018.

Um assunto pertinente, uma vez que inclui alterações relevantes que carecem de esclarecimentos, como por exemplo a inclusão do subsídio regional ao leite, a ajuda ao transporte de adubos, aos valores dos prémios aos abates de bovinos entre outros. Aliás, estes foram temas esclarecidos pelo Eng.º João Reis, o convidado desta sessão de esclarecimento, para falar exatamente das novas regras do POSEI 2018.

Na sua intervenção, o Presidente da AJAM disse entender ser importante este tipo de sessões, pois o POSEI é uma ferramenta de grande impacto no setor agrícola da nossa região. “É importante sabermos com o que podemos contar e esta sessão é com certeza, uma oportunidade para todos os que estão nesta sala, tirarem dúvidas, colocarem questões, um espaço de debate, para que possa ser uma reunião produtiva”.

Segundo César Pacheco, os responsáveis políticos devem-se empenhar em obter o máximo de benefícios para a agricultura açoriana, devendo-se aproveitar a sessão para dar opinião e apresentar sugestões para futuras negociações sobre esse programa.

O presidente da AJAM reconhece que o maior desafio dos governos Regional e da República, prende-se com a manutenção desse programa de apoio comunitário após 2020, ao qual existe a esperança na sua continuidade e com um aumento do envelope financeiro, que satisfaça as necessidades produtivas da Região.

“Toda gente percebe que o preço do leite ainda não está nos valores que desejamos e que precisamos para fazer face às despesas que são necessárias para produzirmos bem, que o setor ainda está descapitalizado, que o aumento efetivo do preço do leite no ano que agora findou, foi na ordem dos três cêntimos, por isso a situação atual ainda não é a melhor para a produção leiteira”, adiantou César Pacheco.

Segundo referiu, desafiar a indústria a aumentar o preço do leite será sempre o lema e dilema.

César Pacheco recordou que o ano de 2017 foi um ano muito difícil, denominado como ano da retoma no mercado dos lacticínios, contudo tendo ficado aquém daquilo que eram as expectativas dos lavradores.

“Esperávamos um maior e mais rápido aumento do preço do leite, o apoio dos quarenta e cinco euros por vaca como apoio do Governo Regional que não se concretizou”.

O presidente da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses garantiu que irão manter a reivindicação daquela ajuda para este ano. “Pelas razões que referi, a que acresce o aumento da inflação, o aumento dos custos de produção, como já se vê no gasóleo agrícola, com um aumento em dois cêntimos, pensamos que fará todo o sentido haver essa ajuda por parte do Governo Regional”.

César Pacheco recordou ainda que estima-se que 2018 seja o ano da estabilização nos mercados dos lacticínios, prevendo-se um ano tão ou mais difícil do que o anterior, por isso será necessário um esforço de toda a fileira para bem do setor agropecuário.
Neste sentido o presidente da AJAM diz contar com o apoio do Governo Regional para que as dificuldades possam ser ultrapassadas.

Refira-se que esta sessão contou ainda com a presença do Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, a quem coube, a par do presidente da AJAM, a abertura da sessão, e do Diretor Regional do Desenvolvimento Agrário, que encerrou o evento.

DL

Categorias: Regional

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