A Paz é um “dom e uma tarefa” que exige um “esforço contínuo” do homem

O bispo de Angra afirma que a migração “é um direito de qualquer pessoa que deve ser garantido pelas autoridades públicas e pelos governos dos diversos países” e apela aos cristãos para exercitarem uma especial sensibilidade no acolhimento, na proteção e na integração dos migrantes.

“A nossa diocese conta com um elevado número de emigrantes e também com alguns imigrantes. Daí que apele à consciência cada vez mais necessária para a realidade daqueles que abandonam a sua terra para se encontrarem com a paz ou com melhores condições de vida”, refere D. João Lavrador na mensagem para o dia mundial da Paz “Sou Migrante e Refugiado e me acolhestes”, que enviou a todos os diocesanos.

A partir da mensagem do Papa Francisco para este primeiro dia do ano, consagrado pela Igreja como o Dia Mundial da Paz, o bispo de Angra lembra que a paz é um dom de Deus que deve merecer “um esforço continuo” do homem para garantir a paz entre os povos.

A Paz “é dom e é tarefa”, frisa o prelado.

D. João Lavrador destaca como profeticamente Jerusalém aparece como uma cidade de portas abertas, para deixar entrar gente de todas as nações, que a admira e enche de riquezas, para afirmar que também os cristãos devem fazer do seu país um lugar de acolhimento para os que chegam na medida em que os migrantes e refugiados “trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem”.

Para o bispo de Angra é necessário que os cristãos abandonem a indiferença perante os problemas e as dificuldades dos outros e saibam, cada vez mais, acolher, promover e integrar.

A Mensagem de D. João Lavrador termina com um convite a todos os diocesanos: “Convido todos os diocesanos a colocarmo-nos na disposição de acolhimento e de promoção de integração e de protecção de toda a fragilidade humana. Com o olhar colocado nestes grandes dramas humanos que nos sensibilizam para a causa da paz, temos o dever de actuar nas situações que junto de cada pessoa, família, localidade e Região estão a desafiar-nos na transformação da vida daqueles que vivem em situações de carência e não vêem respeitada a sua dignidade humana”.

A mensagem do Bispo de Angra inspira-se na mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, na qual Francisco decidiu colocar os milhões de migrantes e refugiados da atualidade no centro das atenções.

O Dia Mundial da Paz foi instituído pelo Papa Paulo VI (1897-1978) e é celebrado no primeiro dia do novo ano.

DL/IA

Categorias: Religião

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