Operário vai trabalhar para garantir a manutenção

Com pouco mais de metade do campeonato por jogar, a equipa do Clube Operário Desportivo inicia o novo ano em 13º da tabela classificativa, com apenas 12 pontos em 14 jornadas, entre os últimos seis lugares, ou seja, em lugar de despromoção.

Trata-se de uma preocupação redobrada para a equipa da Lagoa, estando a viver uma época que não condiz com a cultura desportiva do Operário, diz Gilberto Branquinho.

Em entrevista ao Jornal Diário da Lagoa, o presidente do clube lagoense admite que com os jogadores que fazem parte do plantel neste momento, e pelo valor das equipas que militam nesta competição, não é suficiente, e da forma como está a equipa, só há um caminho, o da descida de divisão, e isso, o clube que não quer.

“Para que isto não aconteça, há alguns ajustamentos desportivos a fazer, com algumas aquisições e algumas dispensas para colmatar a parte financeira”, realçou.

Por esta altura, têm surgido igualmente diversas críticas à equipa técnica e dirigentes, mas Gilberto Branquinho diz que toda a estrutura do Operário está bem coordenada tecnicamente, com um diretor desportivo a tempo inteiro que trata dos assuntos devidamente. “Tudo está no caminho correto. O que é necessário fazer é, pontualmente, a aquisição de jogadores com mais-valias do que aqueles que estão na equipa. Há alguns que tem essas mais-valias, mas há outros que ainda não a alcançaram”.

Gilberto Branquinho admite que existem jogadores que vão crescer tecnicamente, mas não há tempo para isso agora. Agora há apenas tempo para considerar a manutenção e é isso o foco atual do clube”, adiantando que neste interregno de Natal a direção tem vindo a trabalhar neste sentido.

O presidente do clube fabril acredita que não é impossível garantir a manutenção, garantindo que a equipa a irá alcançar. “Tenho delineadas várias situações para garantir que a equipa consiga ser mais coesa, e para isso é preciso introduzir mais elementos”.

Mas Gilberto Branquinho assume que a falta de dinheiro no clube é um entrave às necessidades atuais, recordando que uma nesta divisão gasta muito dinheiro e há cada vez menos verbas para assegurar a estabilidade desportiva pretendida.

O presidente do Operário mantém a confiança na atual equipa técnica, sabendo do trabalho sério que é feito e acredita que estes também têm confiança nos seus dirigentes. “A equipa pode até colocar o seu lugar à disposição, mas nós sabemos do trabalho sério que tem sido feito”.

Gilberto Branquinho assume que falta localizar as peças fundamentais para criar maior equilíbrio mas nesta fase, mas não é fácil. “Admito que não é aprazível que jogadores venham para os Açores receber o que é pago”.

Neste campo, volta a reforçar que não existe formação com a qualidade que se exige na região, há que ir buscar fora, e quanto mais a abundância de equipas a militar neste campeonato, vai rareando os jogadores que pertençam às formações dos Açores, que possam fazer parte dos planteis com a qualidade que se exige.

O presidente do Operário volta a afirmar que é necessário repensar toda esta situação. “É preciso perceber que nos escalões de formação a competitividade existe, mas não numa dimensão que proporcione a evolução capaz no imediato”.

Nesta entrevista, Gilberto Branquinho diz acreditar que a equipa vai conseguir alcançar o seu objetivo, de início a época, que é a manutenção nesta divisão do futebol português.

DL

Categorias: Desporto, Local

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