“Biossimilares são a opção do futuro na política do medicamento nos Açores”

O Secretário Regional da Saúde afirmou, esta quinta-feira, dia 14 de dezembro, que a adesão aos medicamentos biossimilares, na região, pode levar a uma poupança de 2 milhões de euros, no setor da saúde, em 2018.

“A estimativa que temos para os Açores, e considerando em 2018 os medicamentos que estarão à disposição dos profissionais de saúde, para um investimento de 5 milhões de euros em medicamentos biológicos, a utilização de medicamentos biossimilares representaria uma poupança de 40%” realçou Rui Luís, que falava na Conferência “Medicamentos Biossimilares”, promovida pela Saudaçor.

Segundo o executivo regional, os biossimilares são fármacos produzidos a partir de células vivas, com recurso a técnicas de biotecnologia, a um custo inferior do que os medicamentos biológicos. São aprovados pela European Medicines Agency, a mesma agência que avalia os medicamentos biológicos.

Na europa, 400 milhões de doentes aderiram ao uso diário destes medicamentos. Em Portugal já foram aprovados 20 medicamentos biossimilares, destinados a patologias como o cancro, artrite reumatoide, doença inflamatória do intestino, ou a psoríase.

O titular da pasta da saúde alertou para a utilização ainda incipiente destes fármacos nos Açores e sublinhou as vantagens.

“Os medicamentos biossimilares devem ser encarados como um investimento com retorno, por um lado pelos impactos da poupança que a sua utilização generalizada acarreta, por outro lado, pelo investimento numa visão mais lata do conceito de Saúde”, salientou.

Na ocasião, Rui Luís assumiu que “esta é a opção do futuro, na política do medicamento nos Açores”.

O Secretário Regional referiu-se ainda à resistência na prescrição dos biossimilares por desconhecimento dos seus benefícios, fazendo o paralelo com o período de introdução dos genéricos.

“Hoje os genéricos passaram a fazer parte do receituário dos utentes que recorrem às farmácias. Em agosto a utilização dos genéricos nos Açores representou 46,81% da quota de medicamentos vendidos na região” lembrou.

Apesar da evidência cientifica provar que estes fármacos têm a mesma eficácia e qualidade dos biológicos, o Secretário Regional defende uma maior divulgação dos biossimilares para serem atingidas outras metas de utilização.

DL/Gacs

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