“Boas contas” não reduzem pobreza, nem melhoram serviços aos Açorianos”

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP, Artur Lima, criticou, esta quarta-feira, dia 13 de dezembro, o facto de os sucessivos aumentos da dívida pública regional não serem acompanhados de melhores indicadores sociais, nomeadamente ao nível da redução da pobreza nos Açores, bem assim da melhoria da prestação de serviços de saúde ou educação, onde a Região continua a apresentar os piores indicadores do País.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, no Parlamento, no âmbito de um debate sobre contas e finanças públicas regionais, Artur Lima apontou esta “insanável contradição” de, por um lado, aumentar a dívida e, por outro, não aumentarem os índices de desenvolvimento: “Eu preferia que, em vez de mais dívida, houvesse menos pobreza”.
O Líder parlamentar centrista apontou algumas áreas onde, perante o avolumar das dívidas, os resultados positivos fossem mais palpáveis, indicando que, para o CDS, “não interessam números, interessam as condições de vida dos Açorianos”.

“O CDS preferia que, em vez de desgovernarem as empresas públicas, fizessem uma gestão mais rigoroso e que a dívida da SAUDAÇOR fosse, por exemplo, canalizada para combater as vergonhosas listas de espera nos Açores. Eu preferia que esta dívida que aumenta todos os anos com mais endividamento da SAUDAÇOR servisse para investir no combate sério, determinado e eficaz do cancro do pulmão que, nos Açores, tem as maiores taxas dos País”, afirmou.

Por ouro lado, acrescentou, “o CDS preferia que a dívida que andam a fazer na SATA servisse efetivamente para colocar a empresa ao serviço verdadeiramente dos Açores e dos Açorianos, em vez de continuarem a inaugurar rotas doidas com a de Cabo Verde. Eu preferia que o dinheiro que esbanjam nas empresas públicas e nos vencimentos milionários de alguns gestores públicos regionais fosse investido a sério na ação social escolar, que construíssem um refeitório em condições para os alunos da Escola do Corvo e que os alunos das nossas escolas tivessem refeições de qualidade para comer”.

Continuando, Artur Lima indicou que o “CDS preferia que, em vez de sermos reconhecidos na Europa e na Estratosfera pelo facto de termos finanças públicas equilibradas, os Açorianos não andassem a passar necessidades, não vivessem na pobreza ao ponto do próprio Governo que gaba as suas finanças públicas muito equilibradas ter que apresentar um plano de combate à pobreza a 10 anos“, afirmando que a situação das carências sociais porque passam grande parte das famílias “é que me envergonha como açoriano. Não interessam os números. Interessam as condições de vida dos Açorianos”, rematou.

DL/CDS-PP

Categorias: Política

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