Realidade “não corresponde à visão cor-de-rosa” do governo regional

Para o presidente dos Trabalhadores Social-Democratas dos Açores (TSD/Açores), a realidade da economia açoriana “não corresponde à visão cor-de-rosa” do governo regional socialista.

“Os trabalhadores açorianos continuam a ser dos que mais baixos salários auferem em Portugal, com um elevado grau de incidência do salário mínimo, e têm de fazer face aos sobrecustos da insularidade e à taxa de inflação mais alta do país. A realidade não corresponde à visão cor-de-rosa do governo regional e do Partido Socialista”, afirmou Joaquim Machado, na abertura do Congresso Regional dos TSD/Açores, que decorre na ilha do Faial.

O dirigente social-democrata salientou que, apesar do relativo abaixamento do desemprego, muito devido ao crescimento do turismo, a taxa de desemprego registada no terceiro trimestre deste ano (8,2 por cento) continua a ser muito superior à verificada em 2010, quando era de 6,9 por cento.

Joaquim Machado considerou igualmente que “não podemos ignorar, ou tão pouco esquecer, que os indicadores estão camuflados por programas ocupacionais e ações de suposta qualificação de desempregados de longa duração”.

Para o presidente dos TSD/Açores, “estes são factos que a propaganda do governo regional esconde dos açorianos, deliberadamente, por conveniência exclusivamente partidária”.

O dirigente social-democrata acrescentou que a maior parte dos indicadores “deixam os Açores no fundo da tabela do país e na cauda da Europa”, nomeadamente na pobreza, insucesso escolar, abandono escolar precoce, violência doméstica, abuso sexual de crianças ou consumo de estupefacientes.

Segundo Joaquim Machado, a governação socialista limita-se a responder “com um discurso de facilidades, suportado por uma máquina de propaganda ampla e tentacular, de que é paradigmático um gabinete de comunicação e um grupo de assessores que custam aos contribuintes um milhão de euros por ano – 12 vezes mais, por exemplo, do que a dotação destinada este ano à aquisição de equipamento informático para as escolas”.

Na sessão de abertura do Congresso Regional dos TSD/Açores, esteve presente o secretário-geral nacional dos TSD, Pedro Roque, que fez uma análise da situação política nacional, estabelecendo as diferenças entre o PSD e o PS.

O dirigente social-democrata nacional acrescentou que, presentemente, existe uma “nova austeridade” em Portugal, feita do “aumento de impostos indiretos, cativações e cortes cegos na despesa do Estado e no investimento público”.

Durante os trabalhos do Congresso Regional dos TSD/Açores, os congressistas vão debater a Moção de Estratégia Política e Sindical “Emprego com dignidade”, de que é primeiro subscritor Joaquim Machado.

DL/TSD

Categorias: Política

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