Governo Regional apela à colaboração dos caçadores para recolha de amostras de coelho-bravo

A Diretora Regional dos Recursos Florestais apelou à colaboração dos caçadores para a recolha de amostras de coelho-bravo que terá lugar domingo, 3 de dezembro, na ilha de S. Miguel, dando continuidade ao estudo sobre a evolução da Doença Hemorrágica Viral (DHV2) nos Açores.

Esta ação, implementada pela Direção Regional dos Recursos Florestais, conta com a colaboração do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-UP) e já decorreu nos últimos dias nas ilhas Graciosa e Terceira.

No âmbito desta iniciativa, está prevista a recolha de amostras em animais recém-abatidos, para que, através de análises específicas, se possa continuar a avaliar a existência de uma resposta imunitária adaptativa do coelho-bravo à DHV2.

Nesse sentido, Anabela Isidoro salientou que, desde 2015, que se procede à recolha de amostras de coelho-bravo abatidos durante a caça, para que seja possível dar continuidade ao estudo sobre a forma como aquela doença está a afetar as populações de coelho-bravo no arquipélago.

A Diretora Regional adiantou que, de acordo com os resultados das amostras recolhidas há um ano, cerca de 70% das populações de coelho-bravo na Terceira e 40% em São Miguel e na Graciosa já adquiriram imunidade contra a nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, frisando, no entanto, que é necessário dar continuidade ao estudo e acompanhar a sua evolução.

A colaboração dos caçadores é determinante para o sucesso desta ação, pelo que se apela à sua comparência nos locais estabelecidos para a recolha de amostras de coelho-bravo, cuja localização pode ser consultada na página da Direção Regional dos Recursos Florestais, no endereço eletrónico http://drrf.azores.gov.pt.

A nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, identificada em França em 2010 e que em 2012/13 desencadeou um surto no continente português, com uma elevada taxa de mortalidade, chegou aos Açores em novembro de 2014, tendo sido a Graciosa a primeira ilha a ser afetada.

DL/Gacs

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