“Vigilância estratégica, firmeza e concertação” nas relações externas dos Açores

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas afirmou, esta quarta-feira, dia 29 de novembro, na Horta, que “vigilância estratégica, firmeza e concertação”, aliadas a uma relação de proximidade, estarão na base da atuação do Governo Regional em 2018 “para projetar e afirmar os Açores e para defender os interesses dos Açorianos”.

“Queremos utilizar a nossa ação para canalizar para o projeto açoriano todas as oportunidades externas que se colocarão a nós, contrariar todas as tomadas de posição que nos são opostas e, sobretudo, trilhar novos caminhos”, frisou Rui Bettencourt, que falava na Assembleia Legislativa durante a discussão das propostas de Plano e de Orçamento para 2018.

Segundo o executivo regional, na afirmação dos Açores na Europa, o governante destacou o facto de 2018 ser o ano em que “a política europeia de coesão se irá clarificar”, assegurando neste processo “a maior firmeza na defesa dos Açores”, envolvendo a sociedade açoriana na definição de prioridades para o período pós 2020.

O titular da pasta das Relações Externas considerou que essa afirmação na Europa passa também por “uma utilização cada vez mais intensa” do Gabinete de Representação dos Açores em Bruxelas, que está a cumprir um triplo objetivo: vigilância estratégica, representar os Açores em reuniões e eventos e dar apoio logístico à Região em pleno centro da Europa.

Na sua intervenção, o Secretário Regional anunciou que, nos próximos dias, serão abertas candidaturas para dois jovens licenciados ou mestres poderem estagiar “neste contexto de forte aprendizagem das questões europeias”, no Gabinete dos Açores na capital belga.

Ainda em relação às questões europeias, Rui Bettencourt acrescentou que, além da manutenção da solidariedade europeia, os Açores pretendem também ser vistos como “região parceira” e “região central e forte”, e não apenas como “região ultraperiférica e frágil”.

Rui Bettencourt destacou também a participação da Região nas comemorações do Ano Europeu do Património Cultural, o alargamento do programa de Cidadania Europeia junto das escolas e da população açoriana e ainda uma “aproximação efetiva” dos territórios da Macaronésia.

DL/Gacs

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