Sofia Ribeiro define prioridades do próximo Orçamento Europeu da Agricultura

A Eurodeputada Sofia Ribeiro apresentou esta quarta-feira, 22 de novembro, o seu relatório sobre a posição da Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual, na reunião desta Comissão, no Parlamento Europeu.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, Sofia Ribeiro iniciou a sua intervenção explicando que o relatório “defende o aumento do envelope financeiro da PAC – Politica Agrícola Comum, (o que considero ser fundamental), a manutenção dos pagamentos diretos sem qualquer regime de cofinanciamento; a necessidade de termos verbas adicionais para a gestão de crises; uma legislação europeia de combate às práticas comerciais desleais; a necessidade de manter e reforçar os regimes de apoios, quer à pequena agricultura, quer aos jovens agricultores, quer mesmo às regiões mais desfavorecidas e Ultraperiféricas da União, salvaguardando o Programa POSEI e adequando o seu financiamento aquele que tem sido o seu historial e manifesta limitação do seu envelope financeiro”.

Sofia Ribeiro defendeu que “a relevância que deve ser dada é a de proteção da agricultura e da sua política comum, num período que conta com vários constrangimentos”, nomeadamente as diversas condicionalidades, das quais se destacam as ambientais, e a saída do Reino Unido”. “O sector agrícola atravessa um dos maiores ataques da sua história, a qual é demasiadamente rica e importante para que, passados estes anos, ajamos sem memória”.

A Eurodeputada Açoriana realçou que a PAC “é a política comum mais antiga da União e tem tido um papel fundamental na autossuficiência alimentar do continente europeu, tirando muitos da fome, quando tínhamos acabado de sair da guerra”. “Os tempos são outros, mas agora são os nossos agricultores que precisam da nossa ajuda, que veem o seu rendimento baixar e tornar-se tão incerto que não sabem com o que contam para o dia seguinte, são os nossos agricultores que são alvo de práticas comerciais desleais e nós ainda precisamos de mais consensos até conseguirmos estabelecer uma legislação europeia que os defenda. Quem não prevarica não pode ter receio de agir dentro da legalidade”, salientou.

A encerrar a sua intervenção, Sofia Ribeiro defendeu a necessidade da pedagogia sobre os fundos da PAC, pois “os consumidores Europeus têm de perceber que estes apoios são fundamentais para termos produtos agrícolas de qualidade a preços mais acessíveis”, tendo ainda acrescentado que importa atender à coesão territorial e social europeia e aos impactos das decisões de Bruxelas, uma vez que “as Regiões Ultraperiféricas sofrem com as decisões tomadas aqui, por nós, sem qualquer avaliação do seu impacto, com acordos comerciais que são fundamentais para a Europa como um todo, mas que localmente provocam problemas sem a devida compensação”. “Quando ganhamos, temos de ganhar todos e não apenas uns, deixando aos outros algumas migalhas”, finalizou Sofia Ribeiro.

DL/GDPE

Categorias: Política

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