Ao Operário faltam “homens”

Na análise ao encontro deste domingo, em que a equipa principal do Operário perdeu por 1-2, na receção ao Estrela Vendas Novas, o treinador dos fabris, André Branquinho, admitiu que foram mais uma vez erros cometidos pela sua equipa que levaram aos golos do adversário, mas reconhece que não foram os erros que influenciaram o resultado final. “Penso que a minha equipa até produziu o suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos.

Falando na sala de imprensa após o encontro da 10ª jornada do Campeonato de Portugal, o treinador fabril destacou que, na primeira parte, o Operário teve quatro oportunidades de fazer golo, Patrício, Camará e Roland, mas faltou sorte. “Quando as coisas correm mal tem sempre tendência a piorar”, recordou.

Na segunda parte André Branquinho admitiu que a sua equipa não teve assim grandes oportunidades mas tiveram volume ofensivo mais do que suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos.

Sobre o trio de arbitragem, foi igualmente da opinião que não foi uma atuação feliz, mas mesmo assim, não foi o suficiente para que o Operário não tenha ganho. “Devíamos ter vencido este jogo, trabalhamos durante a semana para o fazer e na minha opinião a equipa merecia outro resultado que não este”.

André Branquinho admite que no futebol o resultado são números, e este domingo foi a favor do adversário, tal como aconteceu na semana anterior.

O técnico do Operário adianta que esta é uma fase negra do Operário, na sua equipa sénior, na qual é o responsável e diz presente para tentar inverter o rumo dos acontecimentos.

O atual estado de ansiedade que vive a equipa só poderá ser ultrapassado com uma vitória. André Branquinho diz que durante a semana de trabalho a equipa é dedicada, empenhada, ouve o treinador, não tendo nada a apontar aos seus jogadores.

Na sua análise o técnico vai mais longe e reconhece que há riscos que se corre na vida, e ter um plantel tão jovem, com jogadores que vieram de outras realidades, e que estão pela primeira vez numa campeonato destes, é um processo que demora mais tempo. “O futebol é o presente e o futebol e são os resultados e o Operário não está a consegui-los”, disse.

“A verdade nua e crua é que nós não estamos a ter competência necessária para alcançar bons resultados, nós não estamos a ter a qualidade necessária para definir os jogos nos momentos certos, nós não estamos a ter a qualidade necessária para, no processo ofensivo, traduzir em eficácia aquilo que produzimos em alguns jogos, não estamos a ter esta qualidade”, desabafou.

André Branquinho vais mais longe e diz mesmo que faz falta ao Operário ter ‘Homens’. “Faz falta ter homens, ter jogadores com características fortes que não tenham medo do adversário, de ter bola, de serem felizes, faz falta. Quando não temos, o trabalho é mais difícil e mais demoroso”.

O treinador do Operário diz que está presente para tentar liderar este processo, embora admita que tem consciência que os mais resultados não podem ser eternos.

“Temos de viver de atitudes práticas e objetivas, algo que o clube não vive neste momento, e faz falta, faz falta ter uma personalidade mais forte em momentos que é preciso ter. O futebol por vezes não é para todos, podemos querer muito, mas não é para todos. Por vezes temos bons pés e não temos boa cabeça e/ou vice-versa”.

André Branquinho adianta ainda que “com bons rapazes não vamos lá no futebol, em termos de atitude, compromisso e de preocupação sou um treinador satisfeito com o que tenho durante a semana, mas há momentos em que é preciso outro tipo de matéria-prima para alcançar outros resultados”.

DL

Categorias: Desporto, Local

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