Há ainda muita pobreza na Lagoa

Na Lagoa há ainda muita pobreza, casos de pobreza extrema que deixa inquietação. O alerta foi deixado este domingo pelo Pe. Silvano Vasconcelos, durante a Homilia da Eucaristia das 10h00.

No seu entender, a solidariedade que é feita hoje em dia, tem de ser menos burocrática e mais social, onde deu mesmo um exemplo claro: “Tens fome? Precisas de comer? Então preenche esta papelada. Isto não pode ser assim”, destacou o pároco.

Segundo adiantou, as instituições têm de prestar uma ajuda consoante as necessidades, recordando que em pleno Séc. XXI, ninguém mata a fome comendo apenas arroz ou esparguete, “há que ter noção da realidade”.

O pároco aludia ao facto da maioria das ajudas em termos de alimentação que são feitas, acabam por ser neste género de bens e que não pode ser apenas assim, até porque, segundo lamentou, “infelizmente existe quem não sabe cozinhar e muitas vezes estes bens acabam sendo dados aos animais”.

“É um problema de todos e todos têm a responsabilidade de ajudar e serem mais solidários”.

O Pe. Silvano Vasconcelos recordou ainda a necessidade de ser criada uma cozinha económica na Lagoa, por forma a poder minimizar e reduzir a fome escondida que existe. “Temos que fazer uma panela de sopa quente, uma ou duas vezes por semana, para alimentar os estômagos frios”, apelando à solidariedade de todos.

De recordar que na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, assim como em outras Igrejas, existe um “arca” ou “cesta” onde a população pode deixar alguns bens que serão posteriormente distribuídos por aqueles que mais necessitam. 

A Paróquia do Rosário irá reunir em breve para analisar este problema.

DL

Categorias: Local, Religião

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