Projeto de reflorestação de 61 hectares na Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas contempla plantação de 250 mil endémicas

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou que a plantação de cerca de 250 mil árvores de espécies endémicas ao longo de 61 hectares na Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, em S. Miguel, será um “contributo valioso” para a recuperação da qualidade desta massa de água.

A titular da pasta do Ambiente salientou que esta plantação se enquadra “dentro daquilo que está previsto no plano de ordenamento da bacia hidrográfica, que passa por reflorestar esta zona, retirando a pecuária do perímetro da lagoa“.

Marta Guerreiro acrescentou que esta plantação só é possível após a aquisição, em 2015, desta parcela de terreno de 61 hectares, “que vai ser agora alvo de reflorestação com 250 mil pés de árvores, todas endémicas”.

Marta Guerreiro reforçou que “neste âmbito, não só a retirada da pecuária é importante, como também o desvio de afluentes que têm levado nutrientes para a lagoa”, medidas com grande relevo na recuperação das massas de água.

Segundo o executivo regional, neste âmbito, de referir ainda o desvio dos afluentes da Ribeira do Santo da Inglesa, nas proximidades, como incremento à melhoria da qualidade da água da Lagoa das Furnas, que se mantém eutrofizada, apesar da evolução positiva registada ao longo dos últimos anos.

A Secretária Regional registou o facto de o projeto contemplar a exploração florestal, numa perspetiva de produção, de algumas das espécies endémicas a plantar, contribuindo para a sensibilização e vulgarização do potencial produtivo dessas essências florestais.

DL/Gacs

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