Governo dos Açores e Instituto Hidrográfico assinam protocolo de cooperação técnica e científica em investigação marinha

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou esta sexta-feira, dia 3 de novembro, em Lisboa, a importância do trabalho em rede entre instituições científicas regionais e nacionais em áreas como a investigação marinha, elogiando o “trabalho de cooperação” entre a Universidade dos Açores e o Instituto Hidrográfico.

Gui Menezes falava à margem de uma visita ao Instituto Hidrográfico, da Marinha Portuguesa, onde assinou um protocolo de cooperação técnica e científica que pretende reforçar os trabalhos de investigação no Mar dos Açores.

Segundo o executivo regional, o protocolo agora assinado entre a Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia e o Instituto Hidrográfico visa promover “a cooperação e a colaboração” entre as duas entidades relacionadas com o meio marinho, através de “levantamentos batimétricos, mapeamento dos fundos, atividades de formação ou de possíveis projetos conjuntos de investigação e de monitorização em apoio a políticas públicas, entre outras”.

O Secretário Regional destacou, nesse sentido, a “grande importância” do Instituto Hidrográfico como “instituição de referência nacional” no que respeita ao “conhecimento científico e tecnológico nos domínios da hidrografia, oceanografia, navegação, geologia marinha e cartografia náutica”.

Gui Menezes frisou que “a investigação, a observação e a monitorização do oceano, especialmente do oceano profundo, exigem investimentos muito avultados”.

Segundo o governante, o mapeamento e o estudo do Mar dos Açores constituem “um desafio enorme” em termos de meios tecnológicos e científicos, salientando, por isso, “a necessidade de concertar esforços e otimizar meios que contribuam para o maior conhecimento desta vasta área oceânica”.

Nesse sentido, destacou a importância do trabalho que está a ser desenvolvido pelo Instituto Hidrográfico no Mar dos Açores, nomeadamente no que diz respeito, por exemplo, “a campanhas oceanográficas de levantamentos batimétricos e topográficos, para o mapeamento da biodiversidade e dos recursos existentes nos ecossistemas marinhos”.

O navio hidrográfico ‘D. Carlos I’, da Marinha Portuguesa, começou este ano a mapear o fundo do Mar dos Açores, recorrendo a tecnologias de que a Região não dispõe, nomeadamente tecnologias multifeixe para fazer levantamentos batimétricos e a atualização de cartas náuticas.

Este ano, o navio ‘D. Carlos I’ percorreu uma área com 33.200 km2, num total de 6.900 milhas, em profundidades entre os 200 e os 4.000 metros, estando previstas novas campanhas para 2018 e anos seguintes nos mares da Região.

DL/Gacs

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