Veteranos do Operário preparam novo torneio na Lagoa

A Associação de Veteranos do Operário prepara-se para organizar um torneio de futebol de veteranos, a decorrer até março do próximo ano. Um torneio em que irão participar várias equipas, deste escalão, da ilha de São Miguel.

Esta é de resto mais uma entre as várias atividades que esta associação tem realizado ao longo deste ano.
A 17 de setembro o Campo João Gualberto Borges Arruda, na Lagoa, recebeu o Torneio de Verão, que teve por objetivo homenagear um antigo atleta do clube, Gilberto Machadinho.
Um torneio que contou com a presença das equipas do Ribeirinha e Santo António, além da equipa da casa.

“Mesmo depois do último adeus, aqueles que partiram continuam fazendo parte da vida dos que ficaram através da saudade. Dessa forma quem morre nunca desaparece por completo, essa é a melhor homenagem de quem fica pode dar a quem partiu. Lembrar e falar com carinho de quem se foi”. Assim surgiu esta homenagem dos veteranos do Operário a um antigo e eterno jogador do clube.

Ricardo Botelho, que tomou posse em fevereiro deste ano, na direção da Associação de Veteranos do Operário, recordou que ao longo do ano têm sido vários os encontros disputados, com as equipas de veteranos da ilha, além de equipas convidadas do continente e da Madeira.

Para março de 2018, os veteranos do Operário preparam uma deslocação ao Algarve, a decorrer entre 14 a 18, para participar num encontro particular com duas equipas do sul de Portugal, Infante de Sagres e Bensafrim.

Atualmente, segundo adiantou ao nosso jornal, decorrem os preparativos, nomeadamente o conseguir apoios para ajudar nesta deslocação.

Os Veteranos do Operário em tempos pertenceram à Associação de Veteranos de São Miguel, entretanto extinta. Atualmente a Associação de Futebol de Ponta delgada pretende avançar com a criação deste escalão, mas Ricardo Botelho entende que não existem condições para esta entidade da Lagoa possa fazer parte, até porque, segundo refere, os valores monetários envolvidos são muito elevados.

Entretanto entende igualmente que o escalão de veteranos serve de convívio entre amigos, entre antigos colegas, “passar um fim-de-semana em brincadeira, e entrar para a Associação de Futebol tudo isso acaba”.

O presidente da direção da Associação de Veteranos do Operário entende que passando a havr competição, todo o espírito destes jogos fica esquecido.

Ao entrar numa competição, é preciso outros jogadores, é preciso haver uma seleção da equipa, porque todos vão querer ganhar e ficará sempre alguns jogadores no banco. A minha direção não quer isso, queremos que todos joguem, que todos possam divertir-se em campo e fora dele”. Este é o nosso mote, a nossa forma de ver estes jogos dos veteranos.

Por outro lado, estamos próximos da época natalícia, e é exatamente nesta altura em que os veteranos do Operário reúnem-se em família, para celebrar a data, o que voltará a acontecer este ano.

Nesta época, uma vez mais, os veteranos do Operário irão elevar o seu espírito solidário, com a entrega de, em princípio, três cabazes de Natal, a famílias que necessitem porque, segundo recorda Ricardo Botelho, “o Natal é para todos”.

Trata-se de uma ação que tem vindo a ser feita há já alguns anos, e está na essência desta associação de veteranos.

DL

Categorias: Desporto, Local

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