“Açores vão ter inventário florestal atualizado em 2019”

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou na Assembleia Legislativa, na Horta, que vai ser feita uma atualização do inventário florestal dos Açores, adiantando que o documento estará concluído em 2019.

“Posso anunciar que, em 2019, teremos a publicação de um novo inventário florestal da Região”, afirmou João Ponte, que falava quarta-feira, dia 18 de outubro, no debate de um projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional a abertura de concurso para corte, comercialização e reflorestação das matas públicas de criptoméria em estado de maturação adequado nas Flores.

Segundo o executivo regional, o arquipélago dos Açores dispõe desde 2007 de um inventário florestal.

João Ponte salientou que 50% do povoamento florestal na ilha das Flores tem uma idade superior a 30 anos e 30% tem menos de 20 anos.

O Secretário Regional assegurou que, neste momento, não há condições objetivas para se proceder ao corte e venda de madeira de matas públicas na ilha das Flores, estimando um prazo de cinco a 10 anos para que isso venha a ocorrer.

“Neste momento, não há condições objetivas para se proceder ao corte. Não há empresas preparadas para tal e, por outro lado, as matas públicas existentes estão em boas condições sanitárias”, afirmou João Ponte, acrescentando que a madeira cortada em matas privadas tem sido suficiente para abastecer o mercado local.

João Ponte acrescentou que “não houve até à data qualquer solicitação para a exploração e corte de áreas florestais públicas nas Flores”, pelo que o entendimento do Executivo é avançar com um concurso entre cinco a 10 anos, para um corte de 10 a 13 hectares em média por ano, sendo a madeira certificada e destinada à exportação.

O titular da pasta das Florestas salientou ainda que a colocação de áreas públicas à venda está associada a diferentes fatores, que têm pesos diferentes nas diversas ilhas e que se prendem com a necessidade de rejuvenescer e reconverter as áreas florestais geridas pela Região, a procura de material lenhoso em cada uma das ilhas, a oferta do setor público e do setor privado, e com a capacidade de exploração e transformação existente em cada uma das ilhas.

Relativamente à ilha de São Miguel, o Secretário Regional adiantou que, entre 2014 e 2016, foram contratados 205 hectares, pelo preço de 380 mil euros, havendo neste momento 70 hectares de área explorada e 40 hectares de área rearborizada, que representa mais 44 mil metros cúbicos de madeira cortada e um volume de exportação de cerca de 25 mil metros cúbicos.

O governante destacou ainda a aposta na qualificação de recursos humanos, de modo a suprir necessidades locais, revelando que já foram ministrados diversos cursos de motosserristas e operadores florestais, que abrangeram uma centena de participantes ligados a empresas e pessoas inscritas nos centros de emprego.

DL/Gacs

Categorias: Regional

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