ESL: Videojogos na Educação na Escola Secundária de Lagoa – Erasmus+

Os videojogos são frequentemente vistos numa perspetiva lúdica, todavia, neste século, vários docentes e investigadores têm defendido que, em vários casos, este tipo de média interativo possui utilidade educativa. Os videojogos permitem, por exemplo, experienciar, de forma interativa, representações virtuais de cenários históricos ou da colonização do planeta Marte. Naturalmente, os alunos não se tornarão imediatamente historiadores ou astronautas, mas com a orientação do professor, a aprendizagem daquelas realidades pode ser facilitada.    Os videojogos são uma alternativa diferente devido à sua natureza interativa, possuindo uma vertente motivadora que pode ser usada para envolver os alunos. Abrem possibilidades de interação e comunicação quando integrados em atividades que visem a colaboração, que pode ser ampliada pela componente de multijogador. Na Escola Secundária de Lagoa (ESL) os videojogos têm sido utilizados com objetivos educativos, como aconteceu numa atividade de inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, um concurso que recorreu a um videojogo de dança, no qual todos os alunos, por igual, eram simplesmente jogadores.

Os projetos Erasmus+ em desenvolvimento na ESL, com as denominações de LEVEL e GameON, pretendem colocar os videojogos na sala de aula, quer pela introdução dos videojogos educativos (serious games), quer pela adaptação de videojogos que, não tendo sido concebidos para o ensino, podem ser adequados a este. As reuniões de trabalho destes projetos Erasmus+ decorreram entre os dias 2 e 6 de outubro, na ESL e no NONAGON, tendo ocorrido uma palestra no dia 6, na ESL, onde os especialistas David Farrell, Rasmus Pechuel e Spyridon Blatsios abordaram o potencial educativo dos videojogos e como o seu processo de desenvolvimento, na Escola, pode ser uma oportunidade para a aprendizagem da programação e, no futuro, quem sabe, levar ao desenvolvimento de um negócio que não se encontra contido pelas barreiras oceânicas da insularidade. Não existe ultraperiferia no mercado dos videojogos e software em geral, pois a internet é mundial. O programa Erasmus+ trás o proveito de nos ligar a conhecimento de ponta e a especialistas Britânicos, Alemães e Gregos, mas, mais importante, são as pontes que fazemos no interior entre as várias instituições educativas, científicas e culturais. Foi nesse espírito que surgiu a palestra “Videojogos na Educação”, que só foi tornada realidade, porque várias instituições do Concelho de Lagoa, incluindo a Câmara Municipal, o Conselho Executivo, muitos alunos e docentes da ESL contribuíram para isso, com o imprescindível auxílio dos docentes de várias instituições educativas de S. Miguel, que asseguraram a comparência dos seus alunos, o público-alvo da palestra.

João Freitas
Coordenador do Erasmus+
Escola Secundária de Lagoa

Categorias: Educação, ESL, Tecnologia

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