Plano de saúde mental inclusivo é o modelo indicado para a Região

O Secretário Regional da Saúde defendeu esta sexta-feira, dia 6 de outubro, em Angra do Heroísmo, a implementação de um modelo de saúde mental inclusivo para a Região, à semelhança do que acontece na maioria dos países ocidentais industrializados.

“Percebe-se que um plano de saúde mental inclusivo, tecnicamente bem fundamentado, conceptual e agregador das diversas iniciativas setoriais, permite a obtenção de dados relevantes para a avaliação e para a análise do impacto na qualidade de vida das pessoas“, frisou Rui Luís.

O Secretário Regional, que falava na abertura do simpósio científico ‘Juntos pela Saúde Mental’, referiu as medidas que serão introduzidas gradualmente com a aplicação da rede de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental.

Segundo o executivo regional, esta rede prevê a formação de profissionais para a promoção da saúde mental e para a luta contra o preconceito, programas de intervenção para grupos vulneráveis, a monitorização contínua e análise regular de dados da atividade assistencial e de gestão, assim como o envolvimento dos utentes e famílias.

Na sua intervenção na abertura do simpósio, que contou também com a presença da Secretária Regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, o titular da pasta da Saúde sublinhou a cooperação dos dois institutos responsáveis pela organização do evento, as casas de Saúde do Espírito Santo e de São Rafael.

Rui Luís desafiou estas instituições a implementarem unidades funcionais que eliminem o estigma e condicionamento ao género, em que “homens e mulheres possam estar e conviver como se está em sociedade”.

O Secretário Regional revelou que o Executivo pretende reforçar a cooperação com as instituições sociais sem fins lucrativos, mas sem as substituir nas boas práticas de sustentabilidade, de empreendedorismo e de prestação de serviços complementares.

Apesar da escassez de fundamentos científicos sobre as condicionantes locais e económicas, o Secretário Regional considerou ser “motivo de preocupação” a situação atual nos Açores relativamente a alguns fatores que lhe estão associados, como é o caso do alcoolismo, depressão e suicídio, bem como “o desafio do envelhecimento”.

DL/Gacs

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