Diretor Regional dos Assuntos do Mar destaca importância da literacia na conservação dos oceanos

O Diretor Regional dos Assuntos do Mar defendeu, em Cascais, que “só um cidadão informado poderá participar e contribuir de forma ativa no desenvolvimento da sociedade”, destacando a importância da literacia para a conservação do ambiente marinho.

Filipe Porteiro afirmou que este assunto “é de tal forma relevante para o desenvolvimento sustentável das atividades humanas no mar”, que corresponde ao 14.º objetivo da Agenda das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável até 2030.

O Diretor Regional falava, enquanto orador convidado, no painel ‘O papel da literacia na conservação dos oceanos’, no âmbito do ‘Greenfest – Global Green Destination Event’, um dos maiores eventos a nível mundial sobre desenvolvimento sustentável.

Durante a sua intervenção, destacou algumas estruturas regionais que realizam ações de educação marinha no arquipélago, nomeadamente os Parques Naturais de Ilha, na sua componente marinha, os Centros de Ciência, em especial o Observatório do Mar dos Açores, e alguns Centros de Interpretação, como, por exemplo, o recente Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, na ilha das Flores, ou o centro que será instalado na Fábrica da Baleia de Porto Pim, na ilha do Faial.

Segundo Filipe Porteiro, para incrementar a literacia dos oceanos na sociedade “existem várias metodologias que se complementam”, nomeadamente “a inclusão de temáticas sobre o mar no ensino formal ou profissional”, de forma transversal e em todas as disciplinas, ou ainda “através de metodologias mais informais de educação ambiental, desenvolvidas em diferentes contextos”.

O Diretor Regional referiu ainda a importância de a literacia dos oceanos ser “dirigida a diferentes tipos de público, destacando-se as crianças e os jovens, como forma de garantir um futuro melhor”, acrescentando, no entanto, que “também é fundamental que as atividades de educação ambiental sejam dirigidas a adultos e, em especial, aos utilizadores e profissionais do mar”, de áreas como a pesca, a marítimo turística ou a cabotagem marítima, entre outras.

Filipe Porteiro defendeu ainda que “os professores e os educadores têm responsabilidades acrescidas nesta matéria, bem como empresários em áreas relevantes, mas também os políticos e decisores, dada a transversalidade dos assuntos do mar”.

O Diretor Regional elogiou o papel de algumas escolas do arquipélago, bem como a ação das autarquias e juntas de freguesia, apontando como “um bom exemplo” as ações de educação ambiental marinha relacionadas com a Bandeira Azul da Europa.

DL/Gacs

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