“1974 Democracia…O 25 de Abril nos Açores” apresentado na Lagoa

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A Lagoa recebeu, este fim-de-semana, a apresentação do livro “1974 Democracia…O 25 de Abril nos Açores”, primeira obra de uma trilogia intitulada “Anos Decisivos”, da autoria de José Andrade. 

A apresentação, que decorreu no Convento dos Franciscanos, em Santa Cruz, teve como orador convidado João Bosco Mota Amaral, primeiro presidente (1976/1995) do Governo Regional dos Açores, que recordou muitas das incidências ocorridas nos anos que antecederam a autonomia açoriana, numa sessão presidida pelo presidente da autarquia local.

Com mais de 400 páginas, a obra de José Andrade é um relato jornalístico dos principais acontecimentos políticos registados entre 25 de abril e 31 de dezembro de 1974, um trabalho de investigação realizado pelo autor que incluiu mais de um milhar de consultas aos jornais da época. 

Segundo o autor, o seu único contributo foi reunir em livro as figuras e os factos que se encontravam dispersos – e, nalguns casos, esquecidos – nas 1.400 edições que foram publicadas pelos sete jornais diários de Ponta Delgada, Angra e Horta, de 25 de abril a 31 de dezembro do ano fundacional de 1974.

“O pretexto inicial é a evocação dos 40 anos da Democracia em Portugal. O propósito final é a celebração dos 40 anos da Autonomia dos Açores. O resultado global é uma trilogia editorial intitulada “Anos Decisivos””, refere José Andrade.

Segundo adiantou, na apresentação da obra, “este primeiro volume retrata a vida política açoriana na sequência imediata da Revolução dos Cravos”. 

O segundo volume da trilogia, a lançar no próximo ano, revive os sucessivos acontecimentos que marcaram o ‘verão quente’ de 1975 nas nossas ilhas.

E o terceiro volume, que assinala em 2016 quatro décadas de autonomia política, reconstitui o ambiente que antecedeu e envolveu a realização das primeiras eleições legislativas, a instalação do parlamento açoriano e a entrada em funções do governo regional, referiu o autor.

“É sempre bom conhecermos – ou recordarmos – como tudo começou, para melhor compreendermos – e apreciarmos – o que hoje somos e temos. Vinte e cinco de abril de 1974 era uma normal quinta-feira nos três distritos autónomos do arquipélago dos Açores”, refere José Andrade.

DL/fotos@CML

Categorias: Cultura

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