“Os Açores têm que vencer o desafio da Educação”

A deputada e porta-voz do PSD/Açores para a Educação, Maria João Carreiro, defendeu que a modernização dos equipamentos escolares da Região, para adequa-los às atuais exigências pedagógicas, deve obedecer a um “planeamento rigoroso para evitar que alunos, professores e pessoal não docente sejam expostos a situações indesejadas”.

Maria João Carreiro falava no final de uma visita à Escola Básica Integrada Canto da Maia, em Ponta Delgada, onde os deputados do PSD/Açores reuniram com a direção da escola e na qual reiteraram que o “investimento na Educação é prioritário para garantir a melhoria na qualidade de ensino e prevenir o insucesso e o abandono escolar precoce”.

Entre essas insuficiências destacam-se o facto de o refeitório estar a funcionar num dos corredores da escola, onde os alunos do pré-escolar estão com alunos de outras faixas etárias; a irregularidade do piso exterior do recreio do pré-escolar; a falta de escoamento de águas no parque de estacionamento ou ainda o facto de os serviços administrativos da escola estarem a trabalhar em salas cobertas com plástico.

A porta-voz do PSD/Açores para a Educação salientou que existem escolas nos Açores que parecem ter sido esquecidas pelo Governo regional, não obstante os repetidos alertas dos encarregados de educação e professores para as más condições em que se encontram e a programação de verbas nos sucessivos Planos e Orçamentos da Região.

Só no concelho da Ribeira Grande existem duas escolas, a Escola Rui Galvão de Carvalho e a Escola Secundária da Ribeira Grande, que carecem de uma intervenção urgente, além de outras, como a EBI dos Arrifes ou a EBI de Lagoa, que aguardam a intervenção no quadro do compromisso assumido pelo executivo açoriano de que até ao final de 2017 a Região deixaria de ter escolas com amianto.

Maria João Carreiro alertou também para a necessidade de uma “reflexão séria” sobre alguns indicadores da Educação, nomeadamente a forma como o programa ProSucesso está a ser implementado, uma vez que logo após o seu primeiro ano de implementação a taxa de retenção no 1.º Ciclo do Ensino Básico passou de 5,8% para 8,5%.

DL/PSD

Categorias: Educação, Política

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