Ensinar através dos videojogos é um projeto defendido pela Escola Secundária de Lagoa

A Escola Secundária de Lagoa (ESL) está a participar no programa Erasmus +, “Key action 2 – Cooperation for Innovation and Exchange of Good Practices”, nomeadamente com o Projeto Level (Looking for Enhancement of Virtual Environments for Learning).

O principal objetivo deste projeto passa pelo desenvolvimento de um videojogo que irá auxiliar os alunos na aprendizagem e melhoria de algumas competências da disciplina de matemática.

Este programa de Erasmus, está a ser desenvolvido pela ESL e tem como colaboradores a Universidade escocesa, Glasgow Caledonian University que é a coordenadora do projeto, a empresa alemã de desenvolvimento de aplicações pedagógicas, Ingenious Knowledge, e a escola grega, a PLATON M.E.P.E. Esta colaboração permitirá o desenvolvimento de uma aplicação para dispositivos móveis e terá a duração, aproximadamente, de dois anos.

Várias reuniões têm lugar entre os diferentes colaboradores, por forma a analisarem e discutirem os pontos comuns de ensino da matemática, com questões de natureza didática e pedagógica, numa abordagem diferente da resolução das problemáticas associadas a este ensino. A 3ª reunião do Erasmus decorrerá entre os dias 2 e 4 de outubro próximo, mais precisamente na Cidade de Lagoa, sendo que a última reunião decorreu na Grécia, em fevereiro deste ano.

Para o coordenador do projeto da ESL, João Freitas, esta abordagem “desafiante” da disciplina, permite ser uma solução alternativa que pode a contribuir para minimizar as dificuldades de aprendizagem dos alunos, nomeadamente pelo recurso ao videojogo que é atrativo e convidativo para os jovens.

Para além da matemática, este programa, irá desenvolver outras matérias, como é o caso da tecnologia e multimédia, que serão mais uma atração para os alunos e docentes da ESL.

Para o docente, a utilização dos videojogos na educação, tem a vantagem de ultrapassar fronteiras e uma região ultraperiférica, como é o caso do arquipélago dos Açores, conseguir lutar contra a insularidade.

O professor João Freitas está a desenvolver outro projeto Erasmus + da mesma tipologia “Key action 2 – Cooperation for Innovation and Exchange of Good Practices”, denominado Game On, que consiste na utilização de videojogos já existentes, que são adaptados ao ensino, de forma a tornar as matérias mais visíveis para os alunos.

Segundo este, o ensino através dos videojogos, tem potencial para uma revolução na educação, permitindo entender os problemas e processos, pois ajuda a criar simulações possíveis no jogo, que não seriam realizáveis na vida real e isso a curto prazo, de forma rápida.

Diversas reuniões terão lugar na Escola Secundária e no Nonagon- Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, demonstrando a estreita colaboração da educação com a tecnologia, numa visão moderna de partilha de ideias e saberes.

Futuramente, o know how adquirido pelos alunos e com o contributo a nível regional, poderá permitir o desenvolvimento económico da região, pois, segundo recorda, o mercado do videojogo é mundial, tem potencial e não tem fronteiras.

João Freitas adiantou ao Jornal Diário da Lagoa que este projeto tem um potencial muito positivo para a educação e é defendido por vários especialistas.

“Os videojogos fornecem um novo tipo de atividades à sala de aulas, mas não substituem as atividades tradicionais. É apenas mais uma estratégia que os professores podem seguir”, salientou o coordenador do projeto.

Uma palestra, intitulada “Videojogos na Educação”, terá lugar no próximo dia 6 de outubro, pelas 10h30, na Escola Secundária de Lagoa, onde os representantes da Escócia, Alemanha e Grécia estarão presentes. Para esta palestra, várias escolas secundárias de São Miguel foram convidadas a marcar presença, num processo de formação que visa contagiar docentes e alunos.

Além da palestra e das reuniões agendadas para a primeira semana de outubro, terá lugar igualmente um workshop sobre construção de níveis para o jogo.

Na calha está já um 3º projeto Erasmus +, direcionado a docentes da área da informática nomeadamente para códigos. Um projeto que ainda carece da respetiva aprovação.

João Freitas destaca ainda a colaboração que existe entre docentes na Secundária da Lagoa e criação de facilidade de desenvolvimento de projetos pelo Conselho Executivo, sendo que, somente com entusiasmo envolvente na comunidade escolar lagoense, é possível seguir em frente neste projeto.

DL/AS

Categorias: Educação, Local, Tecnologia

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