Autarquicas 2017: Entrevista a Carlos Augusto Furtado (PSD)

Carlos Augusto Furtado, candidato do PSD à Câmara Municipal de Lagoa, salienta apresentar um projeto diferente para os lagoenses, adiantando que a Lagoa merece uma governação: ativa, próxima e eficaz.

A falta de emprego, desempenho escolar e reconhecimento às famílias, são uma prioridade para o candidato, mas também a elaboração de um plano estratégico para o concelho, por forma a potenciar o turismo em todo o concelho de Lagoa.

Carlos Augusto Furtado,  pretende a promoção de justiça dos cidadãos lagoenses, nomeadamente com a alteração do regulamento de taxas e tarifas mais justas.

Para o candidato do PSD, o melhor resultado nas próximas eleições autarquicas, será vencer em todas as cinco freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal.

– O que o leva a assumir uma candidatura à autarquia de Lagoa?
Sinto que agora mais do que nunca o concelho precisa de nova liderança, até agora tive um bom relacionamento com elementos que constituem a lista do partido adversário, mas isso não pode nem deve ser motivo para que não discorde da forma como tem sido gerido o concelho, por isso e com grande apoio popular, resolvi apresentar um projeto diferente, com pessoas com grande capacidade de entrega à causa pública, pessoas com outras ideias e outra energia, um projeto que é a escolha lógica para os cidadãos, uma vez que proporcionará desde logo a mudança e alternância que são dois elementos da maior importância para a democracia, proporcionando aos lagoenses a vantagem de poderem ter outras pessoas com quem contactar para resolverem os seus problemas no quotidiano, de uma forma liberta de pressões e controles característicos de longas permanências no poder, ao mesmo tempo que pela proximidade dos nossos candidatos ao eleitorado teremos uma governação ativa, próxima, eficaz e com grande entrega às causas.

– No seu entender como vê o percurso da Lagoa nos últimos anos? Foi positivo?
A Lagoa teve um período de boa projeção enquanto concelho há vários anos atrás, no entanto estas dinâmicas só foram possíveis com recurso a endividamento, em 2008 quando começam as dificuldades, o concelho estava com compromissos financeiros consideráveis, nesta altura para além de terem de ser honrados os compromissos, ainda houve a necessidade de apoiar as famílias mais expostas ás dificuldades, naquele tempo, enquanto vereador da oposição alertei o Eng. João Ponte, para a necessidade de se suspender temporariamente outras iniciativas, com vista a libertar recursos para auxiliar as famílias. De algum tempo a esta parte, a conjuntura económica apresenta-se mais favorável, permitindo alguma confiança no futuro da região enquanto região turística, motivo pelo qual justificava-se outra dinâmica e outra visão para o concelho que não tem existido e que também não se perspectiva por parte do partido socialista uma vez que a liderança local mantem-se e a matriz ideológica daquele partido também não mostra grande aptidão para o efeito.

– O que falta ainda na Lagoa?
Falta tanta coisa na Lagoa, falta emprego efetivo, falta melhorar o desempenho escolar, falta mostrar reconhecimento e atenção às famílias que contribuem diariamente com impostos e taxas, falta apoio à natalidade e à infância, falta muito apoio e de forma permanente à 3ª idade e a pessoas com necessidades especiais, falta promoção à atividade económica, falta transparência e igualdade de oportunidades a todas as pessoas e empresas, falta valorizar a nossa orla costeira, falta promover o potencial da Caloura, falta conseguir uma solução digna para as antigas instalações da fábrica do álcool, falta recuperar o Cine Teatro Ferreira da Silva, falta apoiar ainda muitas famílias em matéria de habitação e ação social, falta um plano estratégico para o concelho, que potencie o turismo e outras atividades na Lagoa, falta o devido reconhecimento às nossas instituições e coletividades, falta mais apoio às novas famílias e a quem pretende vir viver definitivamente para o concelho, falta capacidade reivindicativa do município perante outras instâncias em matéria de segurança, realização de obras estruturantes e principalmente de saúde.

– A sua candidatura é para quatro anos ou apresenta um projeto para mais anos?
Não é logico nem realista traçar um plano a 4 anos, embora reconheça que muita da política que se faz em Portugal passe um bocado por aí, como já tornei público é preciso é por mãos à obra, com vista a resolver todas as “faltas” que acabei de elencar, algumas delas não se resolvem em definitivo em 4 anos, no entanto é preciso é começar de imediato.

– Ao ser eleito, o que propõe a fazer pela Lagoa?
Trabalhar incansavelmente para tirar a palavra “falta” a todas as situações que acabei de enumerar.

– Qual será a primeira medida a tomar?
Após a nossa eleição teremos um trabalho muito importante, que é inteirarmo-nos de todas as situações pendentes deixadas pela anterior gestão e procurar resolver todos os problemas prementes do concelho, principalmente em matéria de necessidades básicas das famílias, outra matéria que será tratada logo de início será a promoção de justiça contributiva dos cidadãos através da alteração de regulamentos de taxas e tarifas mais justos e com melhores critérios.

– Que apelo faz ao eleitorado?
Não estamos a fazer apelos ao voto, mas sim a despertar consciências, não estamos a mendigar votos, mas sim a lembrar as pessoas que o voto é a tradução de “voto de confiança”, posto isso as pessoas devem votar em quem transmite mais confiança para o futuro, em quem será mais útil para a Lagoa em geral e para cada um em particular e em que medida os resultados da votação darão mais força aos eleitores.
É essa consciencialização e reflexão que terá de predominar no eleitorado, deixando para trás clubismos, pagamento de favores e aliciamentos em tempo de eleições, sejam em forma de promessas ou de simples brindes de campanha, caso contrário teremos uma sociedade cada vez mais dependente e sem capacidade de impor a força do povo.

– Qual seria o melhor resultado no concelho para o seu partido e o que espera que possa ser o resultado?
O melhor resultado será vencer em todas as cinco freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal e espero que efetivamente isso se venha a concretizar, desde logo porque uma vez mais apresentamos equipas com gente de grande valor e muita capacidade de trabalho, além disso a nossa vitória será um justo reconhecimento da população ao valor que representa terem durante muitos anos contado com a disponibilidade e prontidão de muitas pessoas que foram dando a cara por um projeto de oposição, que não poucas vezes custou dissabores a tantas destas pessoas, por este motivo tenho a certeza que já está mais do que na hora dos lagoenses remeterem o partido socialista (atualmente no poder) para uma “cura” na oposição, como acontece em todos os países, incluindo o nosso, em que o voto em projetos alternativos e em pessoas que não estão tradicionalmente nos corredores da politica, são a única arma que o eleitorado tem para mostrar aos políticos o verdadeiro valor do voto.

DL/AS

Categorias: Autarquicas, Local, Política

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